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O processo de urbanização no Brasil, intensificado a partir da segunda metade do século XX, esteve articulado ao êxodo rural, à industrialização tardia e à constituição de metrópoles marcadas pelo crescimento desordenado. Autores como Henri Lefebvre e Milton Santos interpretam a cidade como espaço de disputa, em que o direito à cidade se confronta com lógicas de exclusão. A metropolização concentrou investimentos e atividades estratégicas, enquanto a periferização produziu desigualdades no acesso à moradia, à mobilidade e aos serviços urbanos, revelando contradições estruturais do desenvolvimento.
À luz dessas interpretações, assinale a proposição mais consistente com a literatura crítica sobre urbanização:
A redemocratização favoreceu a criação de instrumentos legais de política urbana, mas sua implementação enfrentou limites diante da força do capital imobiliário e da ausência de efetividade redistributiva.
O crescimento urbano brasileiro inspirou-se em modelos europeus de planejamento, mas tais modelos foram apropriados de forma seletiva, resultando em contradições entre expansão territorial e justiça socioespacial.
As políticas habitacionais implantadas nas décadas recentes reduziram parcialmente o déficit habitacional, mas não eliminaram a persistência de favelas e a precariedade estrutural das periferias metropolitanas.
A urbanização ampliou o acesso a serviços urbanos em algumas regiões, mas reforçou diferenciações territoriais, revelando que a universalização do direito à cidade permanece um horizonte distante.
A metropolização brasileira consolidou polos de dinamismo econômico e político, mas acentuou desigualdades socioespaciais ao reproduzir padrões de segregação e exclusão nas periferias urbanas.