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A economia brasileira, desde os ciclos coloniais até a centralidade contemporânea das commodities agrícolas e minerais, revela a permanência de um padrão primário-exportador, associado a desigualdades estruturais. Autores como Caio Prado Júnior e Celso Furtado denunciaram a dependência externa e a concentração fundiária como entraves históricos ao desenvolvimento autônomo. Embora o agronegócio atual incorpore tecnologias avançadas e insira o país em cadeias globais de valor, persistem críticas quanto aos impactos socioambientais, à concentração de renda e à fragilidade da diversificação produtiva.
Com base nessa leitura, assinale a proposição mais consistente com a análise estruturalista:
O agronegócio brasileiro, ainda que modernizado e competitivo, reforça desigualdades fundiárias e pressiona biomas estratégicos, reproduzindo a dependência de um modelo primário-exportador.
A agricultura familiar contribui para a segurança alimentar interna, mas sua participação nas exportações permanece secundária diante da centralidade do agronegócio nas cadeias globais de valor.
A industrialização por substituição de importações ampliou a base produtiva nacional, mas não rompeu de forma estrutural com a dependência de mercados externos e de capitais internacionais.
O desempenho exportador do país garante inserção relevante nas dinâmicas globais, mas evidencia vulnerabilidades, pois depende fortemente da oscilação de preços de commodities agrícolas e minerais.
A economia contemporânea brasileira articula avanços tecnológicos no setor primário com déficits de inovação em segmentos industriais, configurando um desenvolvimento marcado por heterogeneidade e dependência.