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A análise de representações espaciais, sejam mapas, gráficos ou charges, evidencia que tais linguagens não são registros neutros, mas construções situadas, permeadas por intenções ideológicas, escolhas técnicas e contextos históricos. A cartografia crítica, conforme apontam J. Brian Harley e Denis Wood, ressalta que os mapas devem ser compreendidos como discursos de poder que produzem sentidos sobre o território. No ensino de Geografia, essa abordagem exige formar leitores capazes de problematizar a pretensa objetividade das representações, articulando dimensões técnicas, políticas e culturais.

Considerando essa perspectiva, assinale a proposição mais coerente com a função pedagógica da cartografia crítica:
A leitura cartográfica deve integrar a dimensão técnica das escalas e projeções com a análise das condições históricas e políticas que orientam a produção dos mapas e seus usos sociais.
O ensino da cartografia crítica pode incorporar metodologias interativas, articulando linguagens multimodais, mas enfrenta o desafio de evitar leituras reducionistas que absolutizam a dimensão simbólica em detrimento da técnica.
A função crítica da cartografia escolar consiste em ampliar a capacidade técnica dos alunos na leitura de coordenadas, mas articulando esse domínio à compreensão de intencionalidades implícitas nos discursos cartográficos.
O trabalho pedagógico com mapas e charges deve problematizar as representações espaciais como construções discursivas, revelando as relações de poder e as disputas simbólicas nelas inscritas.
A análise de mapas e imagens geográficas deve considerar tanto a materialidade técnica de sua construção quanto os contextos sociopolíticos que condicionam a seleção de dados e a forma de representação espacial.