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Relatórios do IPCC e diagnósticos do INPE confirmam que as mudanças climáticas intensificadas pela ação humana não afetam ecossistemas e sociedades de forma homogênea. Desertificação no semiárido, desmatamento amazônico e vulnerabilidades urbanas revelam que impactos variam conforme condições socioeconômicas, capacidades adaptativas e desigualdades históricas. Tais elementos evidenciam que o aquecimento global não é apenas fenômeno físico, mas processo político-espacial desigual.
Assinale a proposição mais consistente com essa interpretação:
A intensificação das mudanças climáticas relaciona-se a transformações globais e regionais, mas ignora contradições econômicas e desigualdades políticas condicionantes dos impactos.
O aquecimento global, embora vinculado à ação humana, manifesta efeitos diferenciados, pois fatores econômicos, políticos e regionais modulam intensidade e distribuição dos riscos.
A heterogeneidade dos impactos climáticos mostra que eventos extremos não resultam de processo uniforme, mas carece de integração às desigualdades sociais.
A análise das mudanças climáticas no Brasil evidencia um mosaico de efeitos ambientais, mas negligencia desigualdades socioespaciais que estruturam riscos seletivos.
As conclusões científicas ressaltam efeitos diferenciados das mudanças climáticas, mas deixam de considerar a capacidade adaptativa desigual de populações vulneráveis.