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Em troca de investimentos insignificantes, as filiais das grandes corporações saltam por cima das barreiras alfandegárias latino-americanas, paradoxalmente levantadas contra a concorrência estrangeira, e se apoderam dos processos internos de industrialização. Exportam fábricas ou, frequentemente, encurralam e devoram fábricas nacionais já existentes.
GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. Porto Alegre: L&PM, 2013 (1ª ed. 1978), p. 290.
A reflexão apontada por Eduardo Galeano, no clássico acima, ainda é coerente com a realidade latino-americana, especialmente no caso brasileiro. Nesse sentido, podemos destacar que o(a)
atual processo de reprimarização econômica do Brasil é complementar ao padrão industrial concentrado nas metrópoles costeiras
desindustrialização brasileira, associada ao avanço neoliberal nos anos 1970, contribuiu com a subalternização da economia do país
modelo agro-minero-exportador, característica que se confunde com a história econômica do país, possui relação o processo de espoliação financeira de perfil neocolonial
industrialização brasileira de caráter nacional-desenvolvimentista implementada entre as décadas de 1930 a 1970 foi capaz de substituir o padrão primário da economia nacional