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A crise econômica de 1929 (A Grande Depressão) representou um marco divisor na Geografia Econômica e na compreensão das dinâmicas do capitalismo internacional. Dentre as consequências geoeconômicas imediatas e de longo prazo, qual alternativa descreve corretamente uma mudança paradigmática estrutural no período?
O colapso da Bolsa de Nova York resultou no imediato desmantelamento de todos os blocos econômicos vigentes, como o padrão de comércio europeu, visto que o sistema de Bretton Woods, que viria a estruturar a nova ordem pós-guerra, foi estabelecido antes mesmo do início da crise.
A crise promoveu uma reorientação do foco da Geografia Econômica, que abandonou o estudo das atividades industriais e financeiras (consideradas estáveis após 1929) para se dedicar exclusivamente à análise da expansão do setor primário como solução para o superávit de capital.
A crise consolidou o paradigma da mão invisível do mercado como regulador supremo das relações econômicas globais, levando a uma maior integração dos blocos econômicos através de tratados de livre comércio irrestritos, impulsionados pelo excedente de produção.
A falência do sistema de padrão-ouro e a subsequente desvalorização cambial generalizada estimularam, em diversas nações, a adoção de políticas de Substituição de Importações (ISI), marcadas pela intervenção estatal planejada para fortalecer a produção industrial interna e reduzir a dependência do mercado externo.