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Um professor de Geografia está preparando uma aula sobre desigualdades globais e decide revisitar a tradicional regionalização entre “países desenvolvidos” e “subdesenvolvidos”, muito utilizada na segunda metade do século XX. Ao apresentar o mapa histórico de 1950, os alunos questionam por que essa classificação tem sido revista por organismos internacionais, como a ONU. Com base nessa situação, a crítica contemporânea a essa forma de regionalização decorre pelo fato de que:
A classificação dicotômica pressupõe que todos os países subdesenvolvidos seguirão linearmente o caminho dos países considerados modelo, desconsiderando trajetórias múltiplas e distintas de desenvolvimento.
O critério se baseia em indicadores ambientais, que não oferecem precisão estatística suficiente para análises socioeconômicas.
A distinção entre desenvolvidos e subdesenvolvidos resulta unicamente de diferenças climáticas, que não podem ser utilizadas como parâmetro comparativo internacional.
A regionalização deixa de lado variáveis políticas e culturais, concentrando-se apenas no IDH, que se tornou um indicador insuficiente para organismos multilaterais.