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Uma escola pública situada em um município do semiárido...

Uma escola pública situada em um município do semiárido brasileiro enfrenta ciclos prolongados de estiagem, expansão de áreas irrigadas com captação intensiva de um aquífero local e aumento recente de "ilhas de calor" no perímetro urbano. Estudantes relataram percepção de que "a seca é apenas um fenômeno natural inevitável" e que "ações individuais têm pouco efeito diante do clima". A coordenação pedagógica propôs um projeto de educação ambiental com base geográfica que combine: análise multiescalar (local−regional−global), correlação entre clima e uso do solo, mapeamento participativo de vulnerabilidades e definição de ações escolares monitoráveis. Segundo os fundamentos da Geografia aplicados à educação ambiental, o maior ganho formativo esperado com o projeto é:


A

Ensinar adaptação pela aceitação das condições climáticas como imutáveis, evitando análise de usos produtivos, pois conflitos por recursos dificultam a promoção da paz ambiental no currículo escolar.


B

Restringir o debate às consequências do aquecimento global, pois somente a escala planetária permite interpretar corretamente os impactos das secas e do calor urbano.


C

Promover uma leitura integrada da crise socioambiental, compreendendo processos físicos e as formas históricas de apropriação territorial, ao mesmo tempo em que desenvolve agência estudantil baseada em ações mensuráveis e coletivamente pactuadas.


D

Reforçar explicações deterministas climáticas, demonstrando que a dinâmica ambiental do semiárido é regida exclusivamente por fatores naturais.