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A matriz energética mundial e a produção do espaço geográfico revelam assimetrias entre países centrais e periféricos, além de impactos ambientais que exigem estratégias integradas de educação ambiental. Em um seminário escolar, um grupo de estudantes apresentou um relatório contendo a seguinte situação -problema:
Países com elevada participação de combustíveis fósseis na matriz energética tendem a registrar padrões espaciais marcados por: (i) concentração de infraestrutura logística em regiões exportadoras, (ii) maior vulnerabilidade de comunidades ao redor de complexos energéticos, e (iii) emissão significativa de poluentes atmosféricos, mesmo quando há investimentos paralelos em fontes renováveis. O grupo propôs como solução educativa que a escola desenvolvesse uma prática que conectasse análise espacial, justiça climática e consumo consciente, ultrapassando ações meramente comportamentais isoladas.
Considerando a coerência geográfica e pedagógica dessa proposta, assinale a alternativa que apresenta a análise correta da situação e a estratégia educativa mais consistente:
O relatório está parcialmente correto, mas superestima a desigualdade espacial; a educação ambiental escolar deve focar exclusivamente em práticas de reciclagem e hortas, por apresentarem resultados mensuráveis imediatos.
O relatório está correto, porém a solução educativa ideal seria implementar apenas ações individuais obrigatórias de redução de consumo, pois a educação ambiental não deve envolver análises de conflito ou geopolítica até o ensino médio.
O relatório está incorreto, pois investimentos em renováveis anulam espacialmente a concentração logística fóssil; a escola deveria priorizar campanhas sazonais de economia de energia, sem conexão com leitura crítica do território.
O relatório está correto; a estratégia mais consistente é integrar cartografia social, análise da matriz energética local e global, debates sobre racismo ambiental e projetos de redução da pegada de consumo da comunidade escolar.