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No contexto da administração pública brasileira, o planejamento territorial demanda uma compreensão profunda das mudanças paradigmáticas da ciência geográfica. Durante grande parte do século XX, a Geografia Tradicional focava na descrição e sistematização de elementos naturais e humanos. No entanto, a partir da década de 1970, surge a Geografia Crítica (ou Radical).
Considerando a atuação de um geógrafo nos dias atuais, qual das alternativas descreve corretamente a principal mudança de perspectiva trazida pelo paradigma da Geografia Crítica para a análise de políticas habitacionais?
A análise do espaço como um produto social, enfatizando que o déficit habitacional é reflexo das contradições do modo de produção e das desigualdades de classe.
A Geografia, enquanto ciência, se manteve estática nas últimas 3 décadas, não sendo possível apontar uma mudança de paradigma.
O uso exclusivo de modelos matemáticos e estatísticos (Geografia Quantitativa) para prever o crescimento populacional de forma neutra.
A percepção do espaço baseada exclusivamente na experiência individual e subjetiva do morador (Geografia Humanística).
A priorização da descrição morfológica do relevo e do clima para determinar o local exato das habitações sem considerar variáveis sociais.