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Os fluxos migratórios são um componente fundamental da dinâmica demográfica e da organização espacial, refletindo desigualdades econômicas, conflitos políticos e crises ambientais. No Brasil, os fluxos internos históricos (como o êxodo rural) moldaram a urbanização acelerada. Globalmente, as migrações Sul-Norte e Sul-Sul impõem desafios complexos, como a xenofobia e a 'fuga de cérebros'. A análise desses fenômenos, bem como a avaliação da qualidade de vida de uma população, depende de indicadores sociais como o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Considerando os fluxos migratórios e os indicadores sociais, assinale a alternativa correta.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um indicador composto que avalia a qualidade de vida média de um país, baseando-se em três dimensões principais: longevidade (expectativa de vida ao nascer), educação (média de anos de estudo e anos esperados de escolaridade) e renda (Renda Nacional Bruta per capita).
O êxodo rural, principal migração interna no Brasil entre 1950 e 1980, foi motivado pela busca por melhores condições de trabalho no campo (modernização agrícola) e pela excelente infraestrutura de acolhimento nas cidades (políticas de habitação social).
As migrações pendulares são movimentos populacionais de longo prazo onde a população se desloca de uma região (ex: Nordeste) para outra (ex: Sudeste) em busca de emprego, fixando residência permanente no novo local.
A 'fuga de cérebros' (migração de trabalhadores altamente qualificados) é um fenômeno benéfico para os países subdesenvolvidos, pois garante o envio de remessas financeiras que superam o investimento público perdido na formação desses profissionais.