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O conceito de "economia em arquipélago", amplamente debatido na historiografia geográfica brasileira (notadamente por Pierre Monbeig e Celso Furtado), descreve a organização espacial do território até a década de 1930. A superação desse padrão e a transição para uma economia de integração nacional foram marcadas por:
Uma mudança na "orientação externa" das ilhas produtivas para uma "extroversão para o mercado interno", mediada pelo Estado, que assumiu o papel de integrador logístico e provedor de indústrias de base.
O fortalecimento das economias regionais autossuficientes, que passaram a exportar manufaturados diretamente entre si sem a necessidade de um centro dinâmico nacional.
A manutenção da lógica mercantil-exportadora, onde a integração ferroviária do século XIX já havia unificado os preços de mercado em todo o território nacional.
A descentralização industrial imediata para o Nordeste e Norte logo após a Revolução de 1930, impedindo a concentração de capital no complexo cafeeiro paulista.