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Um pesquisador investiga desigualdades regionais no Brasil a partir de três evidências empíricas, observadas ao longo de duas décadas: (1) persistência de diferenças de renda e produtividade entre macrorregiões, mesmo com expansão do consumo; (2) forte concentração de atividades intensivas em conhecimento em poucos eixos metropolitanos; (3) melhora de alguns indicadores sociais em áreas periféricas sem convergência proporcional do valor adicionado local. Considerando interpretações da Geografia Econômica e do desenvolvimento regional, assinale a alternativa CORRETA.
A convergência regional tende a ocorrer automaticamente quando há crescimento do PIB nacional, pois fluxos de mercado equalizam salários e produtividade; assim, políticas territoriais são dispensáveis e a especialização primária elimina disparidades.
Para reduzir desigualdades, basta ampliar transferências de renda sem articular base produtiva e governança; a elevação do consumo local garante, por si só, encadeamentos industriais e aumento sustentado de produtividade regional.
A persistência de desigualdades pode decorrer de causalidade cumulativa e economias de aglomeração, nas quais infraestrutura, redes, inovação e comando corporativo reforçam polos; políticas eficazes combinam capacidades locais, conectividade e diversificação produtiva.
Se indicadores sociais melhoram em regiões periféricas, isso prova que houve desconcentração produtiva equivalente; portanto, a centralização de serviços avançados e P&D não afeta a desigualdade regional e a produtividade tende a se homogeneizar no curto prazo.