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Em diversas regiões do território brasileiro, especialmente na Amazônia Legal, comunidades tradicionais, povos indígenas e organizações da sociedade civil têm se mobilizado frente ao avanço da grilagem de terras, da extração ilegal de madeira e da expansão de atividades econômicas predatórias. Essas mobilizações envolvem não apenas ações de denúncia e resistência local, mas também a ocupação de espaços institucionais, o acionamento do sistema judiciário e a construção de redes de articulação com organizações nacionais e internacionais. Tais práticas evidenciam que os conflitos socioambientais não se restringem a disputas jurídicas ou econômicas, mas expressam lutas políticas pelo reconhecimento de direitos, pelo controle do território e pela definição dos usos do espaço geográfico.
A relação entre movimentos sociais e espaço, no contexto apresentado, é melhor interpretada como:
ausência de territorialidade, uma vez que os movimentos sociais atuam apenas no plano simbólico.
produção de territorialidades e disputa pelo controle, uso e significado do território.
neutralidade espacial dos conflitos, que se limitam a questões legais e administrativas.
processo exclusivamente econômico, desprovido de dimensões políticas e culturais.