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Os estudos de Thomas Robert Malthus sobre a dinâmica populacional tornaram-se um marco na compreensão das relações entre crescimento demográfico e disponibilidade de recursos. Para o autor, a população tenderia a crescer em progressão geométrica (P.G.), enquanto os meios de subsistência cresceriam apenas em progressão aritmética (P.A.), criando um descompasso estrutural entre necessidades humanas e capacidade produtiva do território. Tomando como base esse pressuposto, analise a situação a seguir: Uma determinada região, com 10 milhões de habitantes em 1960, apresenta condições sanitárias, tecnológicas e médicas que reduziram significativamente as taxas de mortalidade, mantendo, porém, elevadas taxas de fecundidade. Suponha que, segundo estimativas locais, a população dessa região cresce em uma P.G. de razão Q = 2 a cada 25 anos, conforme sugerido por Malthus em seu modelo teórico. Paralelamente, a produção de alimentos cresce em uma P.A. de razão R = 3 milhões de toneladas por ciclo de 25 anos, partindo de um patamar inicial de 15 milhões de toneladas no mesmo ano base. Considerando o horizonte temporal de 50 anos após 1960 — portanto, dois ciclos completos de 25 anos — e tomando como base os pressupostos malthusianos são correto afirmar que:
A população estimada para 2010 seria de 40 milhões, enquanto a produção de alimentos atingiria 21 milhões de toneladas; Malthus considera que o avanço tecnológico não é suficiente para superar limites naturais e, embora seu modelo seja idealizado, os padrões contemporâneos de urbanização e migração reforçam suas previsões de escassez estrutural.
A população estimada para 2010 seria de 40 milhões, e a produção de alimentos chegaria a 21 milhões de toneladas; Malthus explica que a tecnologia possui capacidade limitada frente à pressão populacional, mas reconhece que fatores como queda da fecundidade e aumento da produtividade agrícola no século XX relativizam seu prognóstico original.
A população estimada para 2010 seria de 20 milhões, enquanto a produção de alimentos totalizaria 27 milhões de toneladas; o modelo malthusiano considera o avanço tecnológico como fator ampliador da produção e, por isso, prevê que a modernização agrícola sempre neutraliza os efeitos do crescimento populacional.
A população estimada para 2010 seria de 80 milhões, e a produção de alimentos chegaria a 45 milhões de toneladas; Malthus assume que os limites naturais podem ser superados indefinidamente pelo progresso técnico, e que a urbanização contemporânea confirma a tendência de saturação total dos recursos, conforme previsto originalmente.