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Leia atentamente os trechos da Carta dos povos da floresta à sociedade não indígena em tempos de pandemia e violências para responder às questões de 21 a 24.
[...] Terras invadidas
Pela força e ambição [...]
[...] Vivemos uma era do medo
De incertezas, desrespeito e confusão
Nossas aldeias estão vulneráveis
Novamente nossas flechas não combatem
A velocidade da munição [...].
[..] E veio o ano de 2020
Uma pandemia tivemos que enfrentar
As aldeias não conseguiram evitar
Que a doença entrasse matando sem parar [...].
Muitos ajudaram
Outros cruzavam os braços
E de longe viam a cena passar.
“Terra para “índio”?
Nem um palmo vou liberar”.
Frases de efeito pairam pelo ar
Terra Mãe!
Viver é pensar com equilíbrio
É ter pertencimento com o lugar
É sair da alienação e ver que a natureza é um sujeito a ecoar.
Respeito, direito!
Vem! Protege o teu lar.
(Extraído de Wayna Kambeba, Márcia, Carta dos povos da floresta à sociedade não indígena em tempos de pandemia e violências. Resistir em tempos pandêmicos. 2022. Sens public. https://sens-public.org/articles/1658/)) disponível em sens-public.org/articles/1658). Acesso em 17 de maio de 2023.
A era do medo, de incertezas, desrespeito e confusão, abordada na carta, também é provocada pelo constante processo de invasão dos territórios indígenas, que tem gerado uma série de problemas socioambientais. É correto afirmar que
a poluição de rios e lagos, devido à extração ilegal de minérios, prejudica a pesca e a alimentação das comunidades, que acabam ficando vulneráveis a vários tipos de doenças.
o desmatamento provocado pela extração legal de madeiras para construir as moradias dos povos originários em grande número de aldeamentos exige um ritmo de extração maior do que o tempo necessário para que os domínios vegetais se reconstituam.
as queimadas para criação de gado e expansão da soja invadem os territórios indígenas com vistas a aumentar a produção de alimentos para abastecer o mercado interno, devido aos hábitos da população amazônica.
a degradação do solo é provocada pelo excesso de queimadas e da prática de cultivos de rodízio, implementadas pelos grandes empresários do agronegócio que se utilizam de pequenas propriedades para a produção de grãos em larga escala.