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Leia o excerto a seguir para responder à questão:
"Embora a atividade industrial tenha passado por um processo de desconcentração no mundo e no Brasil, no caso do Ceará ela ainda permanece concentrada. Em Fortaleza, as primeiras fábricas se instalaram ocupando majoritariamente 3 centralidades: Jacarecanga/Francisco Sá, Parangaba e Mucuripe [...]. Entretanto, a cidade cresceu, o setor imobiliário se expandiu e o uso industrial passou a causar conflitos com os demais usos produtivos. Em contraponto, o Estado foi oferecendo facilidades de circulação, melhorias na infraestrutura e incentivos fiscais para a reestruturação física das manufaturas em outros municípios vizinhos, dentro da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)."
(MUNIZ, A. M. V.; CABRAL, J. M. T.; SAMPAIO, P. M. Trajetórias urbano-industriais e a Geografia Escolar. VI CONEDU, 2019, p. 7-8).
A partir da análise do texto e do panorama da desconcentração industrial no espaço metropolitano de Fortaleza a partir da década de 1990, assinale a alternativa que descreve corretamente a lógica econômica e territorial que comandou esse processo:
A saída de indústrias tradicionais de Fortaleza em direção à periferia metropolitana extinguiu a competição intermunicipal, uma vez que o Governo do Estado centralizou a distribuição equitativa de plantas fabris com base em critérios estritamente ambientais de proteção à faixa litorânea.
A desconcentração industrial em Fortaleza foi impulsionada por deseconomias de aglomeração na capital (como conflitos de uso do solo com o setor imobiliário) e viabilizada pela atuação do Estado na 'guerra dos lugares', por meio da oferta de infraestrutura e incentivos fiscais em municípios vizinhos.
O deslocamento das fábricas para a Região Metropolitana ocorreu de maneira espontânea por parte do mercado privado, prescindindo de intervenções macroeconômicas ou de investimentos estatais em redes de transporte rodoviário, uma vez que as indústrias buscavam centralizar o mercado consumidor regional.
A perda da primazia industrial de Fortaleza decorreu de uma saturação tecnológica absoluta, processo no qual a capital abdicou de suas funções de comando econômico no setor terciário para se converter em um espaço puramente residencial e de economia de subsistência.