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O processo de mundialização da economia capitalista monopolista teve como pressuposto básico a necessidade de uma nova divisão internacional do trabalho. A mundialização da economia pressupõe uma descentralização da atividade industrial e sua instalação e difusão por todo o mundo. Pressupõe também um outro nível de especialização dos produtos oriundos dos diferentes países do mundo para o mercado internacional.
(ROSS, J.L.S. (org). Geografia do Brasil. 6.ª ed. São Paulo: Edusp, 2019. Adaptado)
A nova divisão internacional do trabalho imposta pela mundialização do capitalismo monopolista foi estruturada e gerida, sobretudo, por
movimentos sindicais internacionais, que forçaram a migração das indústrias para regiões com mão de obra mais barata ao pressionar por melhores condições de trabalho nos países centrais.
blocos regionais de integração econômica, como a União Europeia e o Mercosul, que estabeleceram protocolos supranacionais de redistribuição da atividade industrial.
empresas transnacionais, que descentralizaram a produção para distribuí-la globalmente, redesenhando a especialização produtiva dos países no mercado internacional.
organismos multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, que coordenaram a redistribuição da produção industrial entre os países em desenvolvimento.
acordos entre Estados nacionais soberanos, que negociaram a especialização produtiva de cada país de acordo com suas vantagens comparativas naturais.