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Leia a citação a seguir:
“(...) Classificar uma área em regiões, ou seja, regionalizar o espaço geográfico, é uma tarefa que exige um profundo conhecimento espacial. Essa compreensão constitui uma importante ferramenta no planejamento de ações administrativas, pois permite que os governos identifiquem os setores que mais necessitam de recursos e tracem medidas para promover o desenvolvimento da região. No entanto, é importante considerar que uma região não constitui um espaço completamente homogêneo. Por isso, a tarefa de regionalizar o espaço exige muitos estudos. Quem elabora uma regionalização precisa definir quais critérios serão selecionados e priorizados (...)”.
Texto adaptado de MUNIZ, Ana Carolina; GUERRERO, Ana Lúcia de Araújo; FERNANDES, Maíra Fernandes. Jornadas [livro eletrônico] : Novos caminhos : Geografia : 7º ano -- 1. ed. -- São Paulo : Saraiva Educação S.A., 2022.p 28.
Com base na citação de Muniz, Guerrero e Fernandes (2022, p. 28) e considerando seus conhecimentos acerca do processo de regionalização do território brasileiro, é correto afirmar que:
A primeira divisão regional oficial do Brasil foi formulada pelo geógrafo Fábio de Macedo Soares Guimarães e adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 1942. Essa divisão teve como base a identificação de regiões naturais. Nesse contexto, foram identificadas cinco regiões principais: Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul.
Em 1999, os geógrafos Milton Santos e María Laura Silveira indicaram a divisão do Brasil em quatro regiões, motivo pelo qual ela também é denominada de “os quatro Brasis” (Região Concentrada, Centro-Oeste, Nordeste e Amazônica). Nessa divisão regional, foram consideradas, por exemplo, as atividades produtivas, comerciais e de serviços; a distribuição de empresas, indústrias, bancos e universidades; as redes de transporte, comunicação e energia; além do emprego de tecnologia nas diversas atividades sociais.
Em 1970, o IBGE realizou um novo processo de regionalização e definiu cinco grandes regiões, também chamadas de macrorregiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Leste e Sul, tendo por base características naturais, culturais, econômicas, sociais e políticas.
Em 1977, Pedro Pinchas Geiger regionalizou o Brasil em três regiões geoeconômicas, ou complexos regionais (Amazônia, Nordeste e Centro-Sul), considerando o histórico de formação do território brasileiro e dando especial atenção à distribuição populacional, ao processo de industrialização e às suas consequências.
Antes de 1942, muitos estudiosos já haviam proposto divisões regionais do Brasil que, inclusive, serviram de base para a elaboração da primeira regionalização oficial adotada naquele ano. A regionalização de André Rebouças, elaborada em 1913, foi a que exerceu maior influência sobre a proposta de Fábio de Macedo Soares Guimarães, oficializada em 1942.