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O cenário da guerra pelo líquido essencial à sobrevivência e à economia lembra projeções sombrias para conflitos em áreas áridas do Nordeste brasileiro, da África ou da Palestina, previstas na Conferência da ONU para o Meio Ambiente no Rio de Janeiro, há 23 anos (Rio’92). E, ainda, recentemente, na encíclica Laudato si, de maio, na qual o papa Francisco diz ser “previsível que o controle da água por grandes empresas mundiais se transforme numa das principais fontes de conflitos deste século”. Contudo, a realidade está bem mais próxima do que fariam supor as previsões da ciência ou do Vaticano: as disputas descritas acima se distribuem por vastas áreas de intensa produção agrícola e denso povoamento em Minas, um dos estados com maior abundância de água do Brasil, no qual se originam rios que irrigam 10 outras unidades da federação.
Só o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) delimitou 57 focos de tensão nos quais a água de córregos, ribeirões e rios é insuficiente para saciar a sede da agricultura, do consumo humano, da indústria, das mineradoras e ainda sustentar o ecossistema sem uma gestão restritiva. Os territórios reconhecidos com Declaração de Área de Conflito (DAC), somados, abrangem 19 mil quilômetros quadrados, quase a mesma extensão do estado de Sergipe (22 mil km²), nos quais, apesar do mapeamento, a falta de fiscalização permite a devastação dos recursos hídricos, gerando escassez, desemprego, êxodo e violência.
Fonte: http://www.em.com.br. Acesso: 5-7-2015.
Sobre o tema abordado no texto, podemos afirmar:
A região Norte de Minas Gerais não possui conflito por água, haja vista que se trata de um recurso escasso nessa área, e o Estado fornece água para todos os municípios.
Os conflitos pelo uso da água são maiores nas cidades em que os bairros mais pobres não são abastecidos por água tratada.
O estado de Minas Gerais tem recursos hídricos suficientes para toda sua população, o problema está na distribuição desigual desse bem natural.
O estado de Minas Gerais tem o conflito por água agravado por depender dos recursos hídricos de outros estados, como São Paulo.