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Um homem estica o arame, outro o endireita, um terceiro corta-o, um quarto o aponta, um quinto esmerilha o topo para receber a cabeça; fazer a cabeça exige duas ou três operações distintas, colocá-la é uma tarefa à parte; branquear os alfinetes, é outra; é mesmo outra indústria, colocá-los no papel, e o importante negócio de fazer um alfinete é, destarte, dividido em cerca de dezoito operações distintas, que em algumas manufaturas são todas executadas por mãos distintas [...].
SMITH, Adam. A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. 6. ed. Rio de Janeiro: Ediouro Publicações S.A., 1986.
Essa forma de organização do trabalho tem como consequência
diversificação das atividades desenvolvidas pelo empregado, que passa a exercer diversas funções nas linhas de montagem.
ampliação da capacidade produtiva do trabalhador, o que exige maior conhecimento técnico e melhor nível de escolaridade.
fragmentação do trabalho e a consequente fragmentação do saber, levando o trabalhador a perder a noção de conjunto do processo produtivo.
identificação do trabalhador com a atividade produtiva, pois produz bens ligados diretamente a seus desejos e necessidades de consumo.
maior importância do trabalhador no processo produtivo, pois esse aumenta sua produtividade e, consequentemente, a dependência da fábrica em relação ao empregado.