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O processo contraditório do desenvolvimento capitalista decorre do fato de que a produção do capital nunca é, ou seja, nunca decorre de relações especificamente capitalistas de produção, fundada, pois, no trabalho assalariado e no capital. Para que a relação capitalista ocorra é necessário que seus dois elementos centrais estejam constituídos, o capital produzindo e os trabalhadores despojados dos meios de produção. (Ariovaldo Umbelino de Oliveira, 2007)
Com base no texto acima e em seus conhecimentos sobre o processo de modernização agrícola, é INCORRETO afirmar que:
As relações de produção e de trabalho não capitalistas são produto das contradições do próprio modo de produção capitalista no campo.
A modernização agrícola advinda da Revolução Agroecológica, refere-se à técnica de irrigação e mecanização, ao incremento do setor industrial, sobretudo, o de produtos químicos e derivados e ao uso intensivo de fertilizantes e de agrotóxicos, de variedades de alto rendimento melhoradas geneticamente.
A modernização agrícola e o modo de produção capitalista se fundamenta na divisão da sociedade em proprietários dos meios de produção (terra, matériasprimas, máquinas e instrumentos), denominados capitalistas, e a dos proletários, que despossuídos dos meios de produção são obrigados a vender a sua força de trabalho.
A formação dos “complexos agroindustriais” por meio da modernização agrícola possibilitaram novas possibilidades para a acumulação do capital, promovendo mudanças profundas nas formas de produção agropecuária e nas relações sociais e econômicas, demarcadas pela ampliação da territorialização do capital no campo.
Analise a tabela abaixo:
TABELA 1. PERÍODOS SEGUNDO FU-CHEN LO (1991)
Paradigma Tecnoeconômico | Primeira Mecanização 1770-1840 | Máquina a Vapor e Estrada de Ferro 1830-1890 | Eletricidade e Engenharia Pesada 1880-1940 | Produção Fordista de Massa 1930-1990 | Informação e Comunicação 1980-? |
Setores de Crescimento | -máquinas têxteis - química - fundição | - máquinas a vapor - estradas de ferro e seus equipamentos - máquinas - instrumentos | - Engenharia elétrica - Engenharia mecânica - Cabos e fios - Produtos siderúrgicos | - Automóveis - Aviões - Produtos sintéticos - Petroquímica | - Computadores - Bens eletrônicos de capital - Telecomunicações - Novos materiais - Robótica - Biotecnologia |
Novas Inovações | - máquina a vapor | - aço - eletricidade - gás - corantes artificiais | -automóvel - avião - rádio - alumínio - petróleo - plásticos | - computadores - televisão - radar - máquinas -instrumentos - drogas |
No livro “A natureza do Espaço”, de Milton Santos, o autor cita o economista japonês Fu-Chen Lo, que afirma, segundo sua tabela, existir cinco períodos de divisão das técnicas usadas no espaço geográfico. Nesse sentido, analise as seguintes assertivas:
I. Nos setores de crescimento, a primeira mecanização tem como elementos de técnica máquinas têxteis, químicas e fundição, tudo isso no cenário da segunda revolução industrial.
II. No segundo período, que se estende de 1830-1890, a máquina a vapor é uma técnica hegemônica, mesmo sendo uma inovação do período anterior. Isso prova que as técnicas podem ser permanentes ao longo do tempo. Contudo, já não é considerada tecnologia de ponta.
III. Em sua listagem dos paradigmas tecnoeconômicos vigentes, Fu-Chen Lo deixa o espaço vazio para as novas inovações relativas à informação e à comunicação, nas quais parecem residir os principais elementos do mundo novo.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
TEXTO 1
A mundialização da economia capitalista gerou a segmentação do espaço econômico mundial. Essa característica geográfica se expressa no final do século XX na formação de blocos econômicos em todo o mundo.
A Comunidade Econômica Europeia (CEE) constitui-se no exemplo mais avançado desse processo de formação e unificação econômica. Desde o ano de 1993 a CEE forma um espaço econômico, financeiro e monetário único. Portanto, constitui-se em um espaço onde as suas fronteiras nacionais não são obstáculos à livre circulação das mercadorias e das pessoas.
OLIVEIRA, A. U. A mundialização do capitalismo e a geopolítica mundial no final do século XX. In: ROSS, J. L. S. (Org.). Geografia do Brasil. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2014.
TEXTO 2
A poucos dias da comemoração do centenário do final da Primeira Guerra Mundial, o presidente da França, Emmanuel Macron, alertou que a Europa vive o risco de um desmembramento devido ao nacionalismo, assim como no período entre guerras.
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2018/11/01/macron-alerta-para-risco-de-nacionalismo-similar-ao-do-periodo-entreguerras.htm?cmpid=copiaecola. Acesso em: 25/11/2018.
Os textos 1 e 2 fazem referência à União Europeia, que dentre os desafios apresentados atualmente, destaca-se
a disputa diplomática com os EUA, que sob o governo de Donald Trump, tem pressionado a Europa a se fechar para os mercados asiáticos.
a complicada relação de dependência dos recursos energéticos provenientes da Ucrânia, problema este que teve seu ápice na anexação da Crimeia pela Rússia.
a eleição de governos nacionais que tem se revelado contrários aos ideais formulados décadas atrás, colocando em risco a permanência do bloco.
a questão da xenofobia e a crescente resistência quanto à livre circulação de pessoas entre os países membros, fatores que, inclusive, motivaram a ocorrência do Brexit.
Observe a imagem a seguir:

No nordeste do estado do RS, no centro do estado de SC e no sul-sudeste do estado do PR, como está representado na imagem acima, há uma produção de silvicultura muito presente na região. O foco da silvicultura nessas áreas é:
Acássia negra.
Araucária.
Pinus.
Mogno.
Seringueira.
O programa Revolução Verde foi financiado pelo grupo Rockefeller, sediado em Nova Iorque. Através de um discurso ideológico de aumentar a produção mundial de alimentos para eliminar a fome mundial, o grupo Rockefeller expandiu seu mercado consumidor, fortalecendo sua corporação com vendas de pacotes de insumos agrícolas, principalmente para países em desenvolvimento como Índia, Brasil e México. Indubitavelmente houve um aumento da produção agrícola mundial. Porém a fome do mundo não foi solucionada. Assinale a alternativa que complementa a informação do enunciado:
O programa não solucionou a fome mundial porque a produção dos alimentos nos países em desenvolvimento não alterou a estrutura agrária dessas nações.
O programa não solucionou a fome do mundo pois os países subdesenvolvidos não adotaram as medidas indicadas pelo programa.
O programa não solucionou a fome mundial porque a produção dos alimentos nos países em desenvolvimento é destinada, principalmente, a países industrializados. Porém o transporte de parte da produção é perdido no transporte até os portos, devido a ineficácia dos transportes nos países periféricos.
O programa não solucionou a fome mundial porque a produção dos alimentos nos países em desenvolvimento continua na mão de pequenos produtores.
O programa não solucionou a fome mundial porque a produção dos alimentos nos países em desenvolvimento é destinada, principalmente, a países ricos industrializados, como Estados Unidos, Japão e Países da União Europeia.
Na primeira fase do desenvolvimento capitalista, denominado Capitalismo Comercial, vigorava a política-econômica ____________________, em que as principais potências eram ___________________________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
mercantilista – Portugal e Espanha
liberal – França e Inglaterra
neoliberal – Estados Unidos e Inglaterra
monopolista – Alemanha e França
keynesiana – Estados Unidos e União Soviética
Vivemos em um mundo em que a lei do valor mundializado comanda a produção total, por meio das produções e das técnicas dominantes. Desta forma se dá a universalização das finanças e das dívidas, universalização do modelo de utilização dos recursos por meio de uma universalização relacional das técnicas, universalização do trabalho, universalização do consumo, da alimentação, da cultura e dos modelos de vida social [...], universalização do espaço, da sociedade tornada mundial e do homem ameaçado por uma alienação total.
(SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado: Fundamentos Teórico e Metodológico da Geografia.
São Paulo: Hucitec, 1988. Adaptado.)
Essa concentração e centralização da economia, do poder político, da cultura de massa, da informação, bem como a cientificização da burocracia, acirra ainda mais as desigualdades entre países e entre classes sociais, que Santos denomina
Mundialização perversa.
Ciência perversa.
Heterogeneidade perversa.
Humanidade perversa.
Texto para a questão 46.
A mundialização da economia capitalista instaurou uma crescente integração pela interdependência e uma relativa uniformização das condições de existência das sociedades humanas.
(OLIVEIRA, A. U. de. A mundialização do capitalismo e geopolltica mundial no fim do século XX. ln: ROSS, J. L. S. Geografia do Brasil.3. ed. São Paulo. Editora da Universidade de São Paulo, 2000).
Uma das consequências desse processo encontra-se na alternativa:
A chegada de empresas americanas no mundo não desenvolvido tem sido fundamental para a difusão de desenvolvimento técnico.
As desigualdades no desenvolvimento técnico-científico têm sido um empecilho à integração da economia capitalista.
A geração de emprego e renda nos países não desenvolvidos, a partir da chegada de empresas multinacionais, tem reduzido as desigualdades sociais em escala global.
A mundialização do capitalismo colocou as empresas multinacionais no centro da produção material.
O processo de integração econômico tem paulatinamente mitigado as diferenças de desenvolvimento técnico entre as nações.
Durante muito tempo a China manteve as portas de seu mercado fechadas para a inserção de capitais estrangeiros. Porém, desde os anos de 1970, o sistema capitalista vem se inserindo nesse país, com a abertura do mercado para o capitalismo mundial, o que contribuiu para uma ascensão no sistema produtivo mundial da China. Sobre os fatores que contribuíram para a intensificação industrial na China, é correto afirmar que
a formação dos zaibatsus, conjuntos de empresas interligadas do setor produtivo ou financeiro, contribuiu para a base da industrialização chinesa e o maior desenvolvimento na produção de bens de consumo.
o processo de modernização da indústria chinesa foi favorecido pela abundante mão de obra com elevado grau de instrução e altos salários, além de uma eficiente rede de informatização e tecnologia, possibilitando que os trabalhadores ficassem conectados às empresas até mesmo em casa.
ao longo das Zonas Econômicas Especiais foram criadas áreas de livre comércio, com redução parcial ou total de impostos, e a implantação dessas zonas contribuiu para a entrada de investimentos estrangeiros diretos, que foram acolhidos em setores ou ramos permitidos pelo governo.
a formação dos Novos Tigres contribuiu acentuadamente para o crescimento acelerado da China, em razão da posição estratégica desses países em relação aos países socialistas, da concentração de capital incentivada pelos recursos externos e da exploração desmedida da força de trabalho.
A origem do Capitalismo é caracterizada pela:
Expansão comercial e marítima europeia durante a Idade Moderna.
Revolução Industrial inglesa do século XVIII.
Disputa imperialista no continente africano na segunda metade do século XIX.
Segunda Revolução Industrial e o surgimento dos oligopólios.
Formação das multinacionais e a expansão da energia elétrica no final do século XIX.
Um ________________ é uma associação de duas empresas ou mais por um certo período de tempo, com o objetivo de conquistar mercados, sem que haja danos a nenhuma delas.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Holding
Truste
Cartel
Joint venture
Monopólio
Vários fatores foram responsáveis pela rápida recuperação econômica japonesa. Esse período ficou conhecido como “milagre japonês” e se estendeu do final da Segunda Guerra Mundial até os anos de 1980. Sobre esses fatores, é correto afirmar que
os maciços investimentos estatais em educação contribuiram ainda mais para a qualificação da mão de obra e, também, junto com a iniciativa privada, promoveram maior crescimento em pesquisas e desenvolvimento tecnológico.
o crescimento da militarização do país permitiu maiores investimentos na industrialização de bombas nucleares e armamentos de última geração assim como gradativa introdução do Japão no processo de modernização da industrialização bélica.
a presença de abundantes jazidas de minérios e grandes reservas de combustíveis fósseis associada à reconstrução da infraestrutura do país contribuiu para que o Japão se transformasse em uma grande potência industrial.
em decorrência da elevação da produtividade e dos avanços tecnológicos nesse período, a exemplo da robotização, a mão de obra japonesa transformou-se em uma força de trabalho barata e explorada pelos donos de grandes empresas multinacionais.
Acerca do Continente Africano é inadequado afirmar que:
Com exceção da Antártida, o continente africano é o que apresenta os menores níveis de industrialização.
Entre os produtos naturais que ocorrem nos países africanos, o petróleo é um dos mais significativos, pois é importante fonte de divisas.
A maior parte dos países africanos depende das importações de gêneros agrícolas e produtos do extrativismo mineral.
Atualmente, China e Índia são os principais países que se interessam em investir na industrialização do continente.
TEXTO I
A centralização econômica, o protecionismo e a expansão ultramarina engrandeceram o Estado, embora beneficiassem a burguesia incipiente.
ANDERSON, P. In: DEYON, P. O mercantilismo. Lisboa: Gradiva,1989 (adaptado).
TEXTO II
As interferências da legislação e das práticas exclusivistas restringem a operação benéfica da lei natural na esfera das relações econômicas.
SMITH, A. A riqueza das Nações. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (adaptado).
Entre os séculos XVI e XIX, diferentes concepções sobre as relações entre Estado e economia foram formuladas. Tais concepções, associadas a cada um dos textos, confrontam-se, respectivamente, na oposição entre as práticas de
valorização do pacto colonial — combate à livre-iniciativa.
defesa dos monopólios régios — apoio à livre concorrência.
formação do sistema metropolitano — crítica à livre navegação.
abandono da acumulação metalista — estímulo ao livre-comércio.
eliminação das tarifas alfandegárias — incentivo ao livre-cambismo.
Leia o fragmento a seguir.
“A multiplicação dos acordos e blocos econômicos regionais constitui um dos fenômenos mais marcantes do pós-Guerra Fria. A antiga paisagem plana, onde se destacava o cume praticamente solitário da Comunidade Europeia, foi preenchida por cordilheiras, montanhas e morros de blocos poderosos, intermediários ou pífios, ou apenas de projetos ambiciosos de megablocos transcontinentais. Atualmente, ao lado da União Europeia, perfilam-se o Nafta, a Bacia do Pacífico e, em outra escala, o Mercosul, o Pacto Andino, o Mercado Comum Centro Americano e muitos outros ainda menos significativos.”
MAGNOLI, Demétrio. Globalização: estado nacional e espaço mundial. São Paulo: Moderna, 1997. (Adaptado)
O tipo de tratado econômico, do qual o NAFTA é um exemplo, que envolve apenas um acordo entre Estados, destina-se a eliminar as restrições tarifárias e não tarifárias que incidem sobre a circulação de mercadorias entre os integrantes, é definido como
Os novos subespaços não são igualmente capazes de rentabilizar uma produção. Cada combinação tem sua própria lógica e autoriza formas de ação específicas a agentes econômicos e sociais específicos. Os lugares se especializam, em função de suas virtualidades naturais, de sua realidade técnica, de suas vantagens de ordem social. Isso responde à exigência de maior segurança e rentabilidade para capitais obrigados a uma competitividade sempre crescente. Isso conduz a uma marcante heterogeneidade entre as unidades territoriais, com uma divisão do trabalho mais profunda e, também, uma vida de relações mais intensa.
Fonte: SANTOS, M. A natureza do espaço: tempo e técnica, razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2008.
O fragmento acima se trata das disputas entre subespaços, no âmbito da lógica capitalista, que se evidencia com a internacionalização das economias e a dinâmica das empresas multinacionais. Esse processo é conhecido como
corporativização do território.
alargamento dos contextos.
fragmentação espacial.
disputas territoriais.
guerra dos lugares.
A crise de 2008 trouxe inúmeros problemas para a economia mundial. Os países integrantes do BRICS apresentaram variações, no período entre 2005 e 2015, nas exportações de bens e serviços.
Analise o gráfico:

A partir da interpretação das informações do gráfico, é correto afirmar que:
a África do Sul e a Rússia apresentaram crescimento no período entre 2005 e 2015.
a Índia manteve suas exportações de bens e serviços entre 2005 e 2015.
no Brasil, diversos fatores impactaram negativamente o crescimento, tanto quanto na África do Sul.
na China o aumento das exportações de bens cresceu, mas as de serviços diminuíram.
diversos fatores influenciaram, em todos os países, a produção de bens, gerando impossibilidade de exportações.
Manuel Castells, em seu livro “A Sociedade em rede”, aborda as transformações econômicas, políticas, tecnológicas, culturais e sociais como promovedoras de uma nova era do capitalismo, resultada da transição do industrialismo para o informacionalismo. A sociedade em rede, para Manuel Castells, reorganizou a produção capitalista em âmbito mundial, tendo como consequência para os estados nacionais a obrigatoriedade da
padronização da produção interna voltada para as exigências comerciais dos grandes conglomerados industriais que se comunicam em redes e em fluxos permanentes de informação, violando a soberania dos países.
compatibilidade das exigências do mercado financeiro com as suas agendas econômicas e políticas internas, avaliadas por meio de instituições financeiras que são, ao mesmo tempo, credoras e classificadoras de cada país quanto ao capital financeiro.
dinamicidade do mercado financeiro internacional como fator de ampliação do desenvolvimento do setor produtivo, associada aos projetos dos estados comprometidos com subtração de suas autonomias políticas, econômicas, sociais, culturais e territoriais.
proporcionalidade de ganhos e de perdas para os estados, consorciada às formas de articulação da produção industrial interna com as exigências do mercado mundial para o fluxo de exportação.
Analise o quadro a seguir, que apresenta aspectos das modalidades de coleta seletiva.
Modalidade | Aspectos Positivos | Aspectos Negativos |
Porta a porta | Geralmente os recicláveis são agrupados visando facilitar a sua separação na fonte geradora e posterior disposição na calçada do contribuinte; dispensa o deslocamento do cidadão até um posto de entrega voluntária, o que influi positivamente quanto à participação na coleta seletiva; permite mensurar a participação da população no programa pela facilidade de se identificar os domicílios e estabelecimentos participantes; agiliza a descarga nas áreas de triagem. | Exige maior infraestrutura de coleta, representada pelo aumento da frota de veículos e recursos humanos; tende a apresentar custos mais altos de coleta e transporte comparado com outras modalidades de coleta seletiva; atrai a presença de maior número de catadores na região onde está implantada (questão social). |
Posto de Entrega Voluntária | Maior facilidade e menor custo de coleta; possibilita a redução de custos de coleta e transporte, com otimização de percursos e frequências, especialmente em bairros com população esparsa; permite a exploração do espaço do posto de entrega voluntária com publicidade e eventual obtenção de patrocínio; em função do tipo de recipiente e estímulo educativo adotados, permite a separação e o descarte de recicláveis, por tipos, facilitando a triagem posterior. | Requer maior disponibilidade da população, que deverá se deslocar até um posto de entrega voluntária para participar; suscetível a vandalismo; exige manutenção e limpeza periódicas; necessita, em alguns casos, de equipamento especial para coleta; não possibilita a identificação dos domicílios e estabelecimentos participantes; dificulta a avaliação da adesão da comunidade ao programa. |
Trabalhadores autônomos da reciclagem | Promove a inclusão social; gera emprego e renda; reduz o custo de coleta, transporte, triagem e destinação final de resíduos sólidos urbanos para a administração municipal | Está direcionado para materiais com maior valor de mercado; apresenta elevado risco de acidentes, principalmente quando os trabalhadores atuam sem equipamentos de sinalização de trânsito e de proteção individual; dificulta a mensuração da participação da população; contribui negativamente para a manutenção da limpeza urbana, da saúde urbana, uma vez que são danificadas embalagens de lixo devido à procura de materiais recicláveis, promovendo o seu espalhamento nas áreas urbanas; em alguns casos, é explorada a mão de obra do trabalhador e / ou o trabalho infantil. |
Associação de catadores | Promove a inclusão social; coleta maior quantidade de itens de materiais recicláveis; gera trabalho e renda; pode reduzir o custo de coleta, transporte, triagem e destinação final de resíduos sólidos urbanos para a administração municipal; estímulo ao empreendedorismo; melhoria do nível cultural e de educação ambiental da comunidade; contribui positivamente para a manutenção da limpeza urbana e da saúde pública; os materiais apresentam boa qualidade e consequentemente maior valor de mercado; possibilita a redução de custos de coleta e transporte, devido aos pontos de deposição temporários (bandeiras); minimiza conflitos com carrinheiros autônomos; possibilita a mensuração da participação da população e facilita o monitoramento da qualidade dos serviços; tem força política ou busca seu fortalecimento com organização e articulação. | Apresenta elevado risco de acidentes, principalmente quando os trabalhadores atuam sem equipamentos de sinalização de trânsito e de proteção individual; exige maior empenho do setor público principalmente na fase inicial de implantação do programa; exige capacitação para integrantes das associações; necessita maior controle contábil e administrativo. |
MIRANDA, N. M.; MATTOS, U. A. de O. Revisão dos Modelos e Metodologias de Coleta Seletiva no Brasil. In: Revista Sociedade e Natureza. Uberlândia, MG, v. 30, n. 2, mai./ago. 2018, p. 12-13. Quadro elaborado pelos autores, considerando Grimberg e Blauth (1998), modificado por Bringhenti (2004).
Sobre os aspectos das modalidades de coleta seletiva, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) Como aspectos negativos da coleta de porta em porta, destacam-se a necessidade de maior disponibilidade da população, que deverá se deslocar até um posto de entrega voluntária para participar da atividade, e a dificuldade de avaliar a adesão da comunidade ao programa.
( ) A coleta seletiva, por meio da associação de catadores, apresenta como aspectos positivos a promoção da inclusão social e a geração de trabalho e renda para várias pessoas inseridas nesse processo de trabalho.
( ) A coleta realizada por trabalhadores autônomos é mais direcionada para aqueles materiais que possuem um maior valor de mercado, sendo que muitos desses trabalhadores desenvolvem seu trabalho sem equipamentos de proteção. Esses são elementos negativos do processo.
( ) Um aspecto positivo de se realizar a coleta seletiva por meio do posto de entrega voluntária é a ocorrência de maiores índices de inclusão social.
Assinale a sequência correta.
V F V F
F V V F
V F F V
F V F V