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Porto Nacional, considerada a sede do movimento autonomista do Norte de Goiás da década de 1950.
Gurupi, escolhida como epicentro do movimento autonomista do norte de Goiás na década de 1960.
Colinas, avaliada como ponto estratégico do movimento autonomista do norte de Goiás na década de 1970.
Guaraí, localizada no centro da região Norte de Goiás, liderando o movimento autonomista da década de 1980.
As representações expressam a relação do sujeito com as formas de organização do espaço. Nesse sentido, as representações sobre a sociedade goiana, no século XIX, foram tributárias
das narrativas dos presidentes de província, que associavam o interior de Goiás às conexões políticas regionais.
dos relatos dos viajantes, que delimitaram as proposições sobre a região, divulgando uma perspectiva perenizada na historiografia.
das demandas sociais, que reivindicavam para a capital uma identidade cultural distinta da cultivada no litoral.
da formação de uma opinião pública por meio de uma imprensa nascente, que tinha como propósito superar o ruralismo regional.
O solo do território goiano sempre foi considerado inadequado à agricultura porque possuía uma elevada concentração de alumínio, elemento tóxico para muitas espécies agrícolas. O processo adotado para a sua recuperação foi a:
utilização de sistema agrícola semelhante ao praticado no sul do país.
adoção de rodízio de cultivo da soja com a cana-deaçúcar e o café.
prática da técnica da calagem que reduz a acidez do solo do cerrado.
substituição das florestas que ocupavam a área pelo plantio da soja.
implantação de sistemas de irrigação permanente do solo inadequado.
A formação do estado de Goiás está associada a duas atividades econômicas que atraíram portugueses e brasileiros de vários pontos para o interior. Por volta do final do século XVIII, essas atividades, destacadas em uma das opções abaixo, eram a base da economia da antiga Vila Boa, mais tarde Goiás. Estamos fazendo referência:
mineração e pecuária.
drogas do sertão e pau-brasil.
café e borracha.
cana-de-açúcar e cacau.
algodão e pimenta do reino.
A terra é o meio de produção fundamental na economia rural. A concentração da propriedade da terra é um dos traços marcantes da economia rural brasileira e, em Goiás, esse processo foi muito acentuado a partir dos anos 1970 quando a soja e o arroz tornaram -se responsáveis pelo desenvolvimento agrícola do estado. Uma consequência desse processo de utilização da terra foi:
estimular movimentos migratórios em direção às cidades.
tornar o estado grande importador de máquinas agrícolas.
constatar que parte da área agrícola já está desertificada.
recuperar áreas consideradas perdidas para a agricultura.
dar para Goiás o título de maior produtor nacional de grãos.
A utilização das águas no território goiano é bastante distinta, dependendo, sobretudo, de fatores de povoamento, relevo e disponibilidade hídrica. Para a produção de energia e para o abastecimento humano, Goiás conta com duas principais bacias, que são as dos rios
O setor industrial de Goiás sempre esteve vinculado à agropecuária. A partir de 1997 este quadro começou a ser modificado com a chegada da Mitsubishi que instalou uma unidade produtiva em Catalão, no sudeste do estado. A chegada dessa montadora de automóveis passou a representar para o estado:
abandono da agropecuária como atividade econômica.
liderança na região na produção de bens de alta tecnologia.
possibilidade de investir no potencial industrial goiano.
chance de usar a mão de obra disponível e qualificada.
inclusão do território goiano na economia mundializada.
No período da globalização, a velocidade com que os pedaços do território são valorizados e desvalorizados, determinando mudanças de usos, é temerária. As novas políticas das montadoras, no Brasil, parecem ser um exemplo paradigmático. Para produzir modernamente, essas indústrias convocam outros atores a participar de suas ações hegemônicas, levados, desse modo, a agir segundo uma lógica subordinada à da firma global. Dentro dessa lógica, a instalação da Mitsubishi Motors em Catalão, sudeste de Goiás, passou a representar:
atração de diversos investimentos externos.
modificação na composição do PIB goiano.
liderança do processo econômico da região.
abertura de frentes de trabalho pelo interior.
reestruturação espacial da economia goiana.
Em 1988, Goiás foi dividido e sua porção norte passou a constituir o estado do Tocantins. A divisão atendeu a um antigo desejo das autoridades do norte goiano que argumentavam o desejo de separação. Isso está assinalado corretamente em:
tendências separatistas da população daquela área.
superar os problemas relacionados à luta pela terra.
recuperar o atraso econômico em relação à parte sul.
criar polos produtores de matérias-primas da região.
atrair capital estrangeiro para exploração do subsolo.
Atualmente, a soja representa 27% das exportações e os resíduos da extração de óleo de soja compõem 12%. Dentre os vários fatores econômicos que promoveram a rápida expansão da cultura deste produto no estado, o que mais se destaca é:
presença do governo estadual e de várias prefeituras que se associaram aos produtores de soja.
baixo valor das terras em Goiás, comparativamente menor que os das regiões Sul e Sudeste.
salários pagos em valores menores aos trabalhadores que fossem contratados pelos agricultores.
isenções fiscais e montagem da infraestrutura necessária, além de garantir o escoamento da produção.
reforma agrária que concedeu vários lotes de terras aos interessados em se tornar produtor da leguminosa.
Goiás é um estado com evidente contraste entre as porções norte e sul de seu território, que apresentam indicadores socioeconômicos e ambientais muito distintos. Exemplo disso é a presença de
maior industrialização nos municípios do norte, com a instalação de grandes empresas de capital nacional.
maior preservação de remanescentes do Cerrado nos municípios do sul, com a criação de inúmeras unidades de conservação.
menor população absoluta e relativa nos municípios do norte, com predomínio das atividades econômicas primária e terciária.
menor densidade da malha viária que interliga os municípios do sul, com fraca polarização por parte de cidades médias ou grandes.
Cinco capitais brasileiras – Goiânia, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília e Curitiba – estão entre as 20 mais desiguais, entre 141 cidades de países em desenvolvimento pesquisadas pelo Programa da ONU para os Assentamentos Humanos (ONU Habitat). A desigualdade se reflete na alocação dos terrenos e dos serviços urbanos como transportes, principalmente. A deficiência retratada nos sistemas de transportes em uma cidade como Goiânia pode ser observada de forma correta em:
congestionamentos provocados pela ausência de corredores expressos.
percurso dos ônibus urbanos feitos de forma a atender interesses privados.
falta de integração viária e a criação de modelos alternativos de deslocamento.
favorecimento ao transporte individual como a construção de vias expressas.
sistema viário incapaz de suportar o tráfego de veículos de transporte coletivo.
O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, criado em 1961, protege uma área de 65.514ha do Cerrado de altitude. São diversas formações vegetais, centenas de nascentes e cursos d'água, rochas com mais de um bilhão de anos, além de paisagens de rara beleza, com feições que se alteram ao longo do ano. A transformação do Parque em Patrimônio Natural, também pode ser vista como uma maneira de:
preservar o quadro natural goiano da especulação imobiliária.
tentar preservar áreas que possam representar reservas naturais.
colocar o ecoturismo como alternativa econômica à agropecuária.
impedir que a produção de soja chegue nas suas imediações.
reservar o norte do estado para projetos de colonização agrícola.
A Secretaria de Estado do Planejamento e Desenvolvimento de Goiás, através da Superintendência de Estatística, Pesquisa e Informação, pretende promover o crescimento da agroindústria, integração entre agricultura e indústria, possibilitando a diversificação na estrutura produtiva estadual, o que irá acarretar importantes avanços da indústria de transformação estadual e atividades relacionadas, proporcionando ganhos de participação em relação ao Produto Interno Bruto brasileiro. Um obstáculo para esse objetivo ser atingido está apontado corretamente em:
salário pago abaixo da média nacional desestimula os interessados.
geração insuficiente de energia para atender a todo o parque industrial.
arrecadações insuficientes para poder conceder incentivos financeiros.
precariedade nas formas de escoamento dos bens que são produzidos.
impossibilidade de conciliar empresas do mesmo ramo em empreitadas.
Localizado a 54 km da capital do estado (Goiânia), o Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) tem se destacado no setor industrial de Goiás por abrigar grandes indústrias, por atrair novos investimentos e por oferecer total infraestrutura. O Daia conta com quase 100 empresas de médio e grande porte em pleno funcionamento, gera mais de 8000 empregos diretos e apresenta perspectivas de novas instalações nos próximos anos. O fator que permitiu a atração de muitas empresas para esse Distrito Industrial foi:
concessão de benefícios fiscais para empresas que se instalassem na região.
promessa de política cambial privilegiada para favorecer as exportações.
inexistência de entraves burocráticos que prejudicam o setor industrial.
oferecer mão de obra capacitada para exercer atividades diversificadas.
terreno para implantação de indústria mais barato que o de outras regiões.
A ocupação do Centro-Oeste passou por duas grandes fases: a primeira ainda no período colonial, no fim do século XVII, e a segunda, nas décadas de 1940 e 1970. Os fatos históricos relativos a esses períodos e que podem ser associados corretamente a essas etapas estão assinalados em:
ciclo do pau-brasil / construção de rodovias de penetração.
ciclo do café / transferência do Distrito Federal para Brasília.
ciclo da exploração do ouro / expansão da fronteira agrícola.
ciclo da cana-de-açúcar / avanço do processo de urbanização.
ciclo da borracha / implantação da indústria automobilística.
O Centro-Oeste é a penúltima região brasileira quanto às densidades demográficas, com cerca de 6 hab/km2. Na verdade, esse valor esconde as diferenças de povoamento, que são imensas, encontradas no interior da região. O estado de Goiás apresenta as densidades mais elevadas da região com 17,4 hab/km2 com fortes adensamentos populacionais em Goiânia e Brasília. Uma justificativa para a concentração demográfica nestes pontos pode ser constatada por:
terras ociosas e disponíveis para ocupação.
instalação de novos polos agroexportadores.
chance de obter emprego no setor de serviços.
uma maior proximidade com a região Sudeste.
abertura de várias fábricas nos eixos rodoviários.
O processo de modernização agrícola no Sudoeste Goiano ocorreu de forma desigual e concentrada. Entre os fatores que explicam essa modernização são citados, frequentemente, aqueles de ordem ambiental, com destaque para
Conciliar a expansão da agroindústria e da pecuária com a preservação do cerrado, uma das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade, é um dos principais desafios de Goiás. O estado convive com graves danos ambientais provocados pela ocupação predatória do território como:
matas ciliares são destruídas e as reservas permanentes, desmatadas, cedendo lugar às plantações de pinus e eucaliptos.
próximo das nascentes dos rios goianos há focos de erosão provocados pelo desmatamento para a implantação de pastagens.
queimadas destroem os horizontes do solo e boa parte da área agrícola disponível já dá sinais de desertificação.
desenvolvimento de cultivos nas encostas tem acelerado o processo de deslizamentos quando chegam as chuvas de verão.
rios assoreados comprometem o abastecimento de água e a situação se agrava nos períodos de estiagem prolongada.
Em 2008, o estado de Goiás apresentava uma população urbana de 89,8%. Se o estado foi ocupado por meio da expansão da fronteira agrícola, que opção abaixo apresenta corretamente uma justificativa para um índice tão elevado de urbanização:
Projeção social garantida aos moradores dos centros urbanos.
Preço da terra desestimula o investimento na agropecuária.
Obras do governo federal criaram empregos em várias áreas.
Agricultura mecanizada que gera poucos postos de trabalho.
Acesso à moradia garantido pelas prefeituras aos migrantes.