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O mapa abaixo mostra que é possível haver progradações e retrogradações sedimentares em uma mesma região.

CATUNEANU, O. Principles of Sequence Stratigraphy. Elsevier, 1st Ed. 2006. p. 20. Adaptado.
Isto é possível, uma vez que:
a eustasia não é homogênea em todas as partes da Terra, graças à atração gravitacional da Lua e do Sol, sendo que essas variações eustáticas locais favorecem a presença de progradações e retrogradações pontuais.
o preenchimento do vale inciso que precedeu à formação do prodelta promove uma alta taxa de sedimentação, diminuindo o espaço de acomodação e gerando uma superfície de by pass sedimentar, fazendo com que o nível do mar varie, localmente.
o maior aporte sedimentar do delta induz a uma regressão forçada da linha de costa, sendo que, nos estuários, onde esse aporte sedimentar é menor, há uma retrogradação dos sedimentos, causando uma transgressão aparente da linha de costa.
as taxas de subsidência da bacia não são heterogêneas, fazendo com que haja o afogamento do estuário e a progradação deltaica, sendo que essas taxas de subsidência causam variações do nível relativo do mar.
as correntes de deriva litorânea, associadas ao aporte fluvial, induzem à formação de ilhas-barreira que bloqueiam a livre circulação de correntes oceânicas, gerando menor amplitude de marés nos estuários.