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Um poço tubular artesiano perfurado em uma planície costeira, distante 12 km da linha de costa atual, revelou a presença de água subterrânea salobra e termal de um aquífero sedimentar inconsolidado, em uma profundidade de 850 m e temperatura em torno de 39°C. O aquífero encontra-se aparentemente livre de contaminação do lençol freático.
Um geólogo é consultado para emitir um laudo técnico sobre a ocorrência da água subterrânea, sendo correto afirmar:
Os sais minerais de origem marinha encontrados na água subterrânea são a halita (NaCl), a gipsita (CaSO4), além de indícios de bromo (Br) e iodo (I).
A temperatura da água da fonte em torno de 39°C a classifica como uma água hipotermal, cujo calor é advindo do gradiente geotérmico, uma vez que não existe atividade magmática atual no local.
A água salobra apresenta concentração de sólidos totais dissolvidos (STD) de 3.000 mg/l, classificando-a como uma água fortemente salobra.
No local em consideração, a água termal e salobra apresenta características importantes para a prevenção e minimização de patologias, servindo como terapias medicinais, denominada de talassoterapia.
A probabilidade da ocorrência da água salobra é devida ao avanço da intrusão salina, quando a cunha salgada do mar avança ou se mistura com água doce do aquífero. A água doce mais densa flutua sobre a água salobra menos densa, delimitando uma interface difusa denominada zona de mescla.