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As contaminações das águas subterrâneas podem ter origens diversas, sendo mais comuns atualmente as relacionadas a atividades industriais, domésticas e agrícolas. A vulnerabilidade de um aquífero pode ser caracterizada em função da acessibilidade hidráulica à penetração de contaminantes até a zona saturada do solo e da capacidade de atenuação dos contaminantes por retenção ou reações físico-químicas. Considerando a contaminação e a vulnerabilidade de aquíferos, assinale a alternativa correta.
A contaminação de aquíferos ocorrerá quando os poluentes atingirem a “zona intermediária” do solo caso sejam quimicamente persistentes e tiverem concentrações suficientes para que possam superar a capacidade de atenuação dos materiais sobrejacentes.
Na avaliação de vulnerabilidade de um aquífero, é imprescindível determinar o tempo de trânsito que a água leva para percorrer certa distância no perfil do solo. Isso é particularmente importante para poluentes muito persistentes, como vírus, bactérias e compostos orgânicos biodegradáveis.
As zonas saturadas com fluxo regional de aquíferos confinados profundos possuem rápida velocidade de fluxo sob condições anaeróbias e conexão virtualmente não existente com a superfície do terreno, podendo ter altas taxas de poluentes em circulação.
A atenuação de uma pluma contaminante, quando esta atravessa uma zona de saturação do solo e (ou) um aquitardo, pode, em função do tipo de poluente, englobar um ou mais processos de dispersão, retardação e degradação da massa de contaminante.
As infiltrações através de zonas não saturadas de águas de chuvas em depósitos de resíduos sólidos ou de rejeitos de mineração consistem em processos de contaminações diretas de aquíferos, aumentando a vulnerabilidade dessas estruturas.