

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
O marco inaugural nas análises da cultura brasileira seria Casa Grande & Senzala, estampada em 1933. Fecho de um período do pensamento brasileiro, e início de outro, é [...] obra híbrida de tradição e inovação, em muitos pontos nostálgica de um Brasil que chegava ao fim – o de antes de 1930, visto por Gilberto Freyre de forma análoga à douceur de vivre que coloriu certas análises saudosistas do Antigo Regime francês.
[Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia sobre o Brasil colonial. Em Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva]
Nas suas obras, Gilberto Freyre
atribui o atraso econômico e cultural brasileiro ao longo processo de colonização portuguesa, que impôs o catolicismo, religião que pouco contribuiu para o desenvolvimento capitalista.
reconhece que a fragilidade cultural brasileira é tributária da enorme influência das ordens religiosas, em especial dos jesuítas, que não valorizavam as práticas sociais das sociedades indígenas.
condena vigorosamente a colonização com o uso da mão de obra escrava africana porque essa condição gerou um povo sem sentimentos de amor à terra natal e que desvaloriza a cultura europeia.
associa as históricas dificuldades econômicas brasileiras ao formato da administração colonial portuguesa, marcada pela corrupção endêmica e pela atenção excessiva aos interesses do Estado.
imputa ao sistema econômico organizado a partir da monocultura uma série de males, casos da aversão ao trabalho e da amoralidade, e vê a mestiçagem como benéfica ao Brasil.