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“Por volta da década de 1880, era óbvio que a abolição estava iminente. O Parlamento, reagindo ao abolicionismo de dentro e de fora do país, vinha aprovando uma legislação gradualista. As crianças nascidas de mães escravas foram declaradas livres em 1871, e em 1885 a liberdade foi garantida para os escravos com idade superior a 65 anos. O movimento abolicionista tornou-se irresistível nas áreas cafeeiras, onde quase dois terços da população escrava estava concentrada. Com uma nova consciência de si mesmos e encontrando apoio em segmentos da população que simpatizavam com a causa abolicionista, grandes números de escravos fugiram das fazendas. A escravidão tornou-se uma instituição desmoralizada. Quase ninguém opunha-se à idéia de abolição, embora alguns reivindicassem que os fazendeiros deviam ser indenizados pela perda de seus escravos.”
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos)
Considerando o excerto e o que se sabe sobre o assunto discutido, é correto afirmar que
o abolicionismo foi uma forma de excluir a participação de negros alforriados da vida pública brasileira, negando à população negra o direito ao trabalho, saúde e educação.
um recurso inteligente e eficaz de controle político das províncias trazia como diferencial o ideal abolicionista que pregava a igualdade entre todos os seres humanos.
a contestação do poder central criou um processo de libertação indiscriminado de negros escravizados que trouxe à sociedade brasileira da época um colapso tanto econômico quanto social.
os princípios democráticos, republicanos e de liberdade, construídos de maneira rápida e eficaz, foram difundidos nas províncias distantes e isoladas do vasto território imperial.
o abolicionismo corresponde a uma conjugação de ideias e valores contrários à perpetuação da escravidão em uma sociedade que se pretendia moderna.