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“Geralmente as causas das guerras tendem a ser explicadas em termos da ação de “grandes forças”, mas muitas vezes derivam menos de processos macro-históricos que de questões mais imediatas, ligadas às ambições pessoais dos líderes ou a problemas no exercício de sua autoridade, potencialmente prejudicada por contexto de crises. Durante a década de 1860, os paraguaios foram vítimas de ambos: mudanças na estrutura política da região e transformações na formulação da política externa guarani. Essas circunstâncias foram preponderantes para as catastróficas decisões tomadas pelo terceiro ditador da república, Francisco Solano López (1827-1870), levando o Paraguai a uma guerra que não tinha condição de vencer.”
(Vitor Izecksohn. A Guerra do Paraguai, (in) O Brasil Imperial, volume lI: 1831-1870/organização Keila Grinberg e Ricardo Salles)
Sobre o conflito exposto, é correto afirmar que
as repúblicas da Argentina e do Uruguai, juntamente com o Brasil imperial, uniram-se para enfrentar o governo Paraguaio de Solano Lopez e suas aspirações estratégicas e comerciais na região da bacia platina, que pretendia controlar a navegação dos principais rios da região.
o conflito foi aguçado por questões políticas ligadas à ascensão de partidos e setores liberais ao poder no Brasil, havendo oposição dos paraguaios que apoiavam a monarquia brasileira.
a guerra do Paraguai envolveu questões políticas nacionalistas ligadas à formação de um país único na região platina. O projeto encabeçado pelo Brasil encontrou resistência paraguaia, sendo este o principal motivo do início do conflito.
o Império brasileiro agiu no combate aos anseios de Solano Lopez, principalmente motivado pela diplomacia inglesa, que guardava interesses fortes no enfraquecimento do Paraguai no contexto comercial da bacia do Prata.
a participação argentina e brasileira no conflito seguia na direção de uma vendeta contra os paraguaios que haviam vencido conflitos anteriores de definição das fronteiras da região dos rios Paraguai e Paraná, no início do século XIX.