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[…] A cafeicultura regulava as relações comerciais e também a dinâmica do desenvolvimento industrial. O suprimento de mão de obra para a indústria também estava condicionado à cafeicultura, pois dependia dos imigrantes vindos da Europa, onde muitos já tinham alguma experiência com o trabalho industrial. […] (JR. CATELLI, Roberto. Brasil: do café à Indústria: transição para o trabalho livre. São Paulo: Brasiliense, 2004 (tudo é história; 140). p. 52. Com adaptações).
A partir do processo de industrialização no Brasil, é possível considerar que:
Com a realização do primeiro censo industrial realizado no Brasil, apontou-se para a existência de um moderno sistema industrial instalado no estado de São Paulo.
Até 1933 ocorreu o primeiro momento de industrialização brasileira, feita pelos imigrantes europeus que contavam com o capital industrial, bem como utilizaram-se do sistema bancário e de políticas econômicas que favoreciam o desenvolvimento industrial brasileiro presente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Instalou-se no primeiro momento a indústria leve, visto que as primeiras indústrias produziam principalmente tecidos. Somente mais tarde seriam implantadas as chamadas “indústrias de bens de produção”, de máquinas e equipamentos industriais, siderurgia entre outros.
A introdução de novas tecnologias ocorreu logo após as greves de 1917, quando o capital industrial toma definitivamente as rédeas da economia nacional e o Brasil mantém a sua condição de país eminentemente mercantil.
A industrialização brasileira promoveu nitidamente a separação entre o desenvolvimento dos mundos rural e urbano, na medida em que a economia cafeeira foi responsável pelas transformações vividas no campo e na cidade, com a introdução de legislação que atendesse às demandas dos trabalhadores rurais e urbanos.