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No dia 5 de agosto de 1955, houve vários eventos que lembraram a morte do major-aviador Rubens Vaz no atentado da rua Tonelero. Em cerimônia no Clube da Aeronáutica, o presidente do Clube Militar, Canrobert Pereira da Costa, fez um discurso severo, clamando pela união dos militares contra a qual estariam conspirando as “forças maléficas das paixões partidárias”. […] [O general Canrobert] disse também que o sistema político brasileiro era uma “mentira democrática” e que se vivia uma “psedolegalidade imoral e corrompida”.
(Carlos Fico, História do Brasil contemporâneo: da morte de Vargas aos dias atuais. São Paulo: Contexto, 2015, p. 27)
No contexto apresentado, o general Carnobert
manifesta a posição política majoritária entre os militares das três armas, que defendiam que as eleições presidencial e legislativa de 1955 deveriam ser adiadas enquanto o Supremo Tribunal Federal não se decidisse sobre a constitucionalidade da nova lei eleitoral.
condena a fragilidade da democracia brasileira em virtude do afastamento do presidente Café Filho do seu cargo e a tentativa da oposição, liderada pela UDN, em impor uma junta militar para governar o país até a posse do presidente eleito em 1955.
censura todas as candidaturas civis para a eleição presidencial de 1955, e faz a defesa de que os partidos políticos de oposição ao getulismo, liderados pelo PSD, deveriam concordar com a candidatura única do brigadeiro Eduardo Gomes.
discorda da participação do general Juarez Távora, assim como de outros militares, no pleito presidencial de 1955, porque entendia que a ação política dos integrantes das Forças Armadas deveria se resumir ao papel constitucional de preservação da ordem.
faz um ataque indireto ao candidato à presidência pelo PSD, Juscelino Kubitschek, que não aceitou a sugestão feita em um manifesto assinado por lideranças militares, em fins de 1954, propondo o lançamento de um candidato único para as eleições presidenciais de 1955.