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“A campanha estava ganha para os abolicionistas. Os próprios interessados diretos na escravidão abandonaram o terreno da luta. Em março de 1888 cai o último governo escravocrata do Brasil; dois meses depois, a Assembleia Geral, abrindo suas sessões, vota em poucos dias, com uma quase unanimidade, a lei de 13 de maio que duma penada punha termo a escravidão no Brasil.” (PRADO JÚNIOR, Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo Brasiliense, 1976, p. 182).
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Sobre o processo que leva ao fim da escravidão no Brasil, é incorreto afirmar:
Castro Alves, André Rebouças, Rui Barbosa, Luís Gama, José do Patrocínio, Joaquim Nabuco, entre outras personalidades, faziam parte das associações abolicionistas, debatiam estratégias para promover a sua causa e atuavam, publicamente, para atrair pessoas em apoio a ela, no Brasil Imperial.
A Lei do Ventre Livre de 1871, decretava que os filhos de escravos nascidos, no Brasil, seriam livres, a partir da sua promulgação, porém permitia que os senhores de escravos pudessem usar a mão de obra desses, até os 21 anos, quando deveriam conceder sua liberdade sem nenhuma indenização; a lei permitia que o senhor concedesse a liberdade das crianças aos oito anos percebendo 600 mil-réis como indenização.
A Lei dos Sexagenários de 1885, decretava que todo escravo com mais de 60 anos seria alforriado depois de trabalhar por mais três anos como indenização de sua alforria.
A Lei Eusébio de Queirós de 1850, pôs fim ao tráfico de escravos transportados nos “navios negreiros”. A Lei foi um sucesso em decorrência da forte fiscalização da Marinha Imperial, da punição dos traficantes e vendedores de escravos, que atuavam nos principais mercados das cidades brasileiras. Os ingleses foram contra essa Lei, pois defendiam o livre comércio marítimo.
O recrutamento sistemático de escravos no Paraguai, inicia-se em setembro de 1865, com a criação dos Corpos dos Voluntários da Pátria (dos quais participavam escravos que lutariam na guerra em troca de sua liberdade), apenas um ano depois do início da guerra, para preencher as baixas de feridos e de epidemias que assolaram o exército.