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A mostra artística de Anita Malfatti abalou a cultura nacional e abriu o caminho para a semana de Arte Moderna de 1922. Elogiada na Europa, Anita enfrentou duras críticas internas, como as de Monteiro Lobato que escreveu:
“Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que veem as coisas e em consequência fazem arte pura, guardados os eternos ritmos da vida, e adotados, para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. [...] A outra espécie é formada dos que veem anormalmente a natureza e a interpretam à luz das teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica das escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. [...] Estas considerações são provocadas pela exposição da sra. Malfatti, onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso e cia.”(O Diário de São Paulo, dez. 1917)
É correto afirmar que os modernistas
libertaram a arte brasileira da influência e domínio dos padrões acadêmicos europeus.
usaram temas, cores e formas nacionais criando a primeira arte efetivamente brasileira.
representavam uma expressão de arte voltada ao rural e ao indígena ante a urbanização.
mantiveram como tema personas históricas poderosas, mas com liberdade de forma.
buscaram a liberdade na composição de suas figuras, ressignificando temas nacionais.