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De olho aberto para não virar escravo
De Norte a Sul do Brasil, a imposição de condições degradantes de trabalho, em atividades geralmente terceirizadas, é a característica mais frequente do trabalho escravo, sendo, vez ou outra, acompanhada da brutal negação da liberdade. Privar o trabalhador de sua dignidade e/ou de sua liberdade é muito mais que desrespeitar alguns direitos trabalhistas. Sem dignidade, não se pode ser livre. E sem liberdade, não é possível viver com dignidade. O trabalho escravo rebaixa a pessoa a uma condição de não ser humano, a coisifica, submetendo-a a uma profunda humilhação. Muitos trabalhadores, ao relatar a situação nas fazendas, dizem que foram “tratados pior do que animal”. Desde 1995 foram liberados no Brasil mais de 500 mil escravos, mas libertar milhares de escravos não basta para erradicar essa atividade ilegal.
(Disponível em: https://www.cptnacional.org.br/campanhas. Acesso em: 26/11/2017. Adaptado.)
Sobre as razões para a persistência do trabalho escravo no Brasil, assinale a afirmativa correta.
A distância das áreas onde o trabalho é praticado impossibilita a fiscalização e a penalização dos responsáveis.
Há falta de punição e condenação dos responsáveis, pois as leis vigentes no país são inadequadas para a responsabilização dos infratores.
Há omissão da sociedade, bem como dos órgãos responsáveis pela fiscalização, assim como inadequação das leis vigentes.
Há continuidade do ciclo da miséria, concomitante à ganância e à impunidade dos grandes proprietários de terras.