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“A urbanização incipiente da cidade de São Paulo, a partir do último quartel do século XVIII até as vésperas da Abolição, envolvia uma população majoritariamente feminina e, no entanto, poucas mulheres aparecem nas histórias da cidade. Não admira muito o preconceito das fontes relativas ao espaço urbano, onde proliferava a pobreza e certa autonomia dos desqualificados sociais bastante incômoda para as autoridades. A rua era o espaço social das mulheres pobres, livres, forras e escravas, sendo o palco de improvisação de sua sobrevivência precária: circulavam pelas fontes públicas, tanques, lavadouros, pontes, ruas e praças da cidade”.
Adaptado de DIAS, Maria Odila L. S. Mulheres sem história. Revista de História: nova série, São Paulo, USP, n. 112, 1983, p. 31.
Com base no trecho, assinale a afirmativa que descreve corretamente os desafios para elaborar uma história das mulheres pobres.
Mulheres socialmente desqualificadas pertencem ao domínio dos espaços e papéis informais, motivo pelo qual são pouco documentadas nas fontes oficiais.
A identidade feminina em uma sociedade patriarcal é universal e fixa, assim, ao acessar registros de mulheres letradas, conhece-se também o universo das mulheres pobres.
Papéis informais não tem um reconhecimento institucional pois são socialmente e economicamente irrelevantes, motivo pelo qual têm pouco registro.
Até a industrialização de São Paulo, o ofício de provedor do sustento da casa era exercido por homens, o que justifica a invisibilidade das mulheres na história da cidade.
O resgate da figura feminina pela história urbana deve centrar nas mulheres das classes dominantes, por estarem casadas com os agentes da economia de exportação