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O ISEB [Instituto Superior de Estudos Brasileiros] não conseguiu atuar como um núcleo articulador de todas as expressões do nacional-desenvolvimentismo. Umas dessas expressões, por exemplo, o economista Celso Furtado, manteve contato com a instituição, mas não se integrou a ela; preferiu criar seu próprio espaço e agir por conta própria. Seu livro, Formação econômica do Brasil, publicado em 1956, exerceu considerável influência.
(Leandro Konder, História dos intelectuais dos anos 50. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva)
Em Formação econômica do Brasil, Celso Furtado
pondera, a partir de uma leitura panorâmica da economia nacional, sobre a necessidade de ampla mobilização em apoio à agricultura de exportação.
defende que, para ocorrer um forte e rápido desenvolvimento econômico no país, é necessário que o Estado deixe de ser um agente econômico.
considera que o efetivo desenvolvimento nacional depende da transferência de recursos do campo para a infraestrutura industrial.
entende que um forte desenvolvimento industrial brasileiro ocorrerá com a criação de empresas que associem o capital estrangeiro e recursos vindos da agricultura.
analisa os movimentos da economia brasileira e destaca a importância da ação do Estado e da independência das iniciativas estatais no mercado.