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Analise o texto abaixo:
Após o fim do tráfico, os cafeicultores, tanto de São Paulo como do vale do Paraiba, recorreram à compra de escravos em território brasileiro. Tinha início outro tipo de tráfico negreiro, um tráfico interno, que ficou conhecido como tráfico interprovincial. A partir de 1860, a questão da escravidão retornou ao centro das discussões nacionais. Começava a se organizar um movimento em defesa da abolição da escravidão. Conforme intelectuais, profissionais liberais, trabalhadores urbanos questionavam a sua continuidade, o governo aprovou algumas medidas para diminuir gradativamente a utilização da mão de obra escrava negra no país.
(DOLHNIKOFF, Miriam. História do Brasil Império. 1 ed. São Paulo: Contexto, 2021, p. 115. Adaptado.)
Assinale a opção que NÃO apresenta um aspecto relacionado ao cenário relatado no texto acima.
Segundo o projeto da Lei do Ventre Livre, seriam livres os filhos nascidos de mães escravas. Previa-se ainda a indenização aos proprietários pela perda que resultaria da liberdade dos filhos de suas escravas, até então também sua propriedade.
Os escravos, cientes de que a legitimidade da escravidão estava em debate, reivindicavam a abolição em revoltas, fugas, criação de novos quilombos.
A abolição da escravatura foi importante, porque trouxe igualdade perante a lei para todos os brasileiros, independentemente de sua origem étnica. E também por, na prática, igualar os ex-escravos e seus descendentes aos demais cidadãos brasileiros.
A Lei dos Sexagenários, aprovada em 1885, dava liberdade aos escravos com mais de 60 anos. Ao contrário do que se esperava, essa lei acabou por desamparar muitos escravos idosos.
Ao final da década de 1880, um novo fator pesou sobre o debate público. Os cafeicultores do Oeste Paulista haviam encontrado no imigrante europeu um substituto dos escravos. Por esse motivo, não se engajavam mais, como antes, na defesa da escravidão.