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“Não é à toa que o maior historiador brasileiro, não pela...

“Não é à toa que o maior historiador brasileiro, não pela contribuição material, mas pela agudeza e capacidade crítica, tenha sido também quem melhor distinguiu os períodos de nossa história. Capistrano de Abreu sentiu a necessidade espiritual de buscar, sob métodos críticos de pesquisa, as raízes de nossas verdadeiras épocas, distintas, únicas e singulares. Sua periodização não é só objetiva, empiricamente baseada nas fontes materiais e nos fatos, mas sociológica. As construções periódicas passam a ser mais autônomas e completamente libertadas do esquematismo ou da simples distribuição da matéria. Pela primeira vez se põe em relevo as formas e os motivos fundamentais económico-sociológicos de cada período individual e se deixa em aberto as relações de comportamento entre esses fundamentos e as superestruturas ideais.”


(RODRIGUES, José Honório. Teoria da história do Brasil: introdução metodológica. São Paulo: Ed. Nacional, 1978. p. 34.)


Considerando a influência de Capistrano de Abreu na historiografia brasileira, assinale a afirmativa correta.


A

A principal preocupação de Capistrano de Abreu era demonstrar a influência dos modelos institucionais europeus na formação do Brasil, razão pela qual sua obra se concentrou na análise da colonização e das relações diplomáticas entre Portugal e suas colônias.


B

A obra de Capistrano de Abreu seguiu os moldes tradicionais da historiografia oitocentista, que via na colonização portuguesa o eixo central da formação do Brasil, defendendo a importância da herança lusitana na construção das instituições e da cultura nacional.


C

Apesar de propor uma nova abordagem para a historiografia brasileira, Capistrano de Abreu manteve-se preso à ideia de que o Brasil não poderia ser plenamente compreendido sem referência à matriz racial europeia, especialmente na formação da identidade nacional.


D

A renovação historiográfica proposta por Capistrano de Abreu estava fundamentada na ideia de que o Brasil deveria ser interpretado a partir de uma perspectiva jurídica e política, priorizando a análise das constituições, das reformas administrativas e da atuação dos partidos políticos ao longo da história.


E

Capistrano de Abreu renovou a historiografia brasileira ao valorizar o interior do país, rejeitar a visão colonial e interpretar a Independência como afirmação nacional. Substituiu a noção de raça pela de cultura, contribuiu para a etnografia indígena e destacou a história social e dos costumes, incluindo o sistema de casa-grande e senzala.