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“Uma fiação da comunidade científica é, atualmente, reticente a aceitar o fato de que o Homem penetrou no continente americano há mais de 30 mil anos, já que sua chegada à América do Sul não poderia ser mais antiga do que 12 mil anos.”
(CARNEIRO, Manuela (Org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: Cia das Letras/FAPESP, 1992. p. 37.)
As descobertas da arqueóloga Niède Guidon, no Boqueirão da Pedra Furada, no Piauí, desafiaram as teorias predominantes sobre a chegada dos hominídeos à América. A partir disso, analise as afirmativas a seguir sobre as implicações dessa descoberta para o entendimento da ocupação humana na América, e assinale a correta.
As ferramentas de pedra de 58 mil anos em Pedra Furada demonstram que a América foi inicialmente habitada por culturas de alto nível de sofisticação, que já dominavam técnicas avançadas de metalurgia.
A comunidade científica aceitou amplamente as descobertas de Guidon, e a datação de 58 mil anos foi rapidamente incorporada ao consenso sobre a chegada dos humanos à América.
A datação das descobertas feitas por Guidón é considerada errônea pela maior parte da comunidade científica, que já estabeleceu como verdadeira a hipótese de que a ocupação da América se deu nos últimos 12 mil anos.
A descoberta de Guidon sugere que os primeiros humanos chegaram à América diretamente da África, há cerca de 10 mil anos, estabelecendo uma hipótese com datação mais recente para a ocupação do continente.
A datação das ferramentas no Boqueirão da Pedra Furada a mais de 50 mil anos ofereceu uma visão renovada sobre a cronologia da ocupação humana na América, desafiando a visão tradicional dos 12 mil anos.