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Não se retrocederá aqui, portanto, à discussão de “um” Descobrimento, apenas. A História do Brasil propriamente, na minha perspectiva, somente se afirmaria no período da independência, quando se esboça uma historiografia “brasileira”, delineando-se então, com maior nitidez, os embates em busca de um projeto para a futura nação. No período em que se processou a colonização portuguesa, diversas ideias de Brasil são procuradas ou revisitadas pelos autores destes estudos. Mas não trabalhamos, vale grifar, com a equivocada “História do Brasil Colonial”, que aliás não existe.
(Carlos Guilherme Mota, Introdução. Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000. Adaptado)
A assertiva de Carlos Guilherme Mota demonstra
a preocupação em desvendar que os principais problemas nacionais contemporâneos derivam das escolhas dos brasileiros.
a finalidade de comprovar que os destinos nacionais foram traçados ao longo do processo de colonização.
a intenção de evitar a persistente visão linear e supostamente evolutiva da chamada história do Brasil.
o objetivo de compreender que a formação brasileira sofre com paradoxos, como o das relações de docilidade entre escravizados e senhores.
o cuidado de apontar para as qualidades da presença portuguesa na América, que garantiu a unidade territorial do Brasil.