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Em um artigo intitulado "A Evolução tecnológica no setor naval na segunda metade do século XIX e as consequências para a Marinha do Brasil", Armando Amorim Ferreira Vidigal aponta uma série de razões que levaram à decadência da Marinha de Guerra brasileira após o fim do ciclo das guerras realizadas na bacia do rio Paraná envolvendo as nações platinas, em particular, o Brasil, o Uruguai, a Argentina e o Paraguai. Desse modo, assinale a opção INCORRETA.
O país estava extremamente endividado, em particular, após o fim da Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai, devido ao esforço de guerra feito pelo Império na derrota do Paraguai e na sua posterior ocupação por tropas brasileiras.
O modelo econômico nacional baseado na exportação de produtos agrícolas de baixo valor agregado dificultava o surgimento de uma rede de manufaturas que gerariam um parque industrial autosustentável.
A ausência de indústrias impedia a criação de uma mão de obra com pessoal capacitado em número suficiente para construir, por exemplo, modernose enormes navios de guerra movidos totalmente a vapor e não mais a vela, tanto para a marinha de guerra como a mercante.
A não existência de mão de obra qualificada, em particular, no âmbito da construção militar e naval impedia o desenvolvimento de empresas de tecnologia de defesa nacional que fabricassem, em boa escala, insumos como, motores a vapor e canhões com torreta giratória.
A má gestão pela Armada Imperial brasileira das nossas jazidas de carvão, minério que substitui a lenha como principal combustível das embarcações militares, em virtude da opção política de vender aquele produto para o Reino Unido em troca de capital para o reparo dos nossos envelhecidos navios de guerra.