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“Nenhuma das ‘revelações’ concretas de Khrushchev sobre Stalin [...] se revelou verdadeira. Entre aqueles que puderam ser verificados com dados, todos eram falsos. Acontece que Khrushchev não apenas ‘mentiu’ sobre Stalin [...], mas não fez mais nada. Todo o seu discurso secreto é criado com mentiras.”
(FURR, Grover. Kruschev Mentiu. Ciências Revolucionárias. 24 ago. 2020. Disponível em: cienciasrevolucionarias.com. Acesso em: 26 mar. 2025.)
Após a morte de Stalin, Nikita Kruschev emergiu como a principal liderança do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), promovendo mudanças significativas na linha política do Estado soviético. O XX Congresso do PCUS, em 1956, marcou um ponto de inflexão com o ‘Relatório Secreto’, no qual Kruschev denunciou o chamado ‘culto à personalidade’ de Stalin. Esse discurso teve consequências profundas, tanto internas quanto externas, ao minar a coesão ideológica do bloco socialista e fornecer munição para a propaganda anticomunista no contexto da Guerra Fria. Considerando esse cenário, assinale a alternativa que corretamente reflete as consequências da ascensão de uma ala mais à direita no PCUS e do discurso de Kruschev para a estabilidade da URSS.
A denúncia do ‘culto à personalidade’ de Stalin fortaleceu o modelo socialista soviético, consolidando a autoridade do Partido Comunista e garantindo a estabilidade política interna.
O discurso de Kruschev no XX Congresso do PCUS promoveu a unidade do bloco socialista ao reforçar a confiança dos partidos comunistas internacionais na liderança soviética.
A política de ‘desestalinização’ conduzida por Kruschev teve impacto limitado, pois não alterou significativamente a percepção da população soviética sobre o legado de Stalin.
A denúncia de Stalin por Kruschev não apenas desorganizou o PCUS internamente, mas também desestabilizou aliados da URSS, alimentando dissidências e revoltas em países do bloco socialista, além de fornecer argumentos para a propaganda ocidental contra o socialismo.
O governo de Kruschev foi caracterizado por uma reafirmação da política stalinista, mantendo intacto o modelo de planejamento econômico centralizado e a abordagem rígida nas relações internacionais.