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Observe a charge e o texto referente a esta questão.


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Fonte: https://blogdoenem.com.br/fuga-da-corte-e-periodo-joanino/ - acessado em 22/09/2024


Legenda da figura: (1) — Quem morreu?

(2) — Ninguém... são caixões importados da Inglaterra.

(3) — Sem defuntos é claro.


“Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente Alvará virem: que desejando promover e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a indústria, sou servido abolir e revogar toda e qualquer proibição que haja a este respeito no Estado do Brasil”.


Alvará de liberdade para as indústrias - 1º de Abril de 1808. In: Bonavides, P.; Amaral, R, Textos políticos da História do Brasil. Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002 (adaptado).


É correto afirmar que o texto faz alusão à tentativa de industrialização, proposto por D.João, como demonstrado no alvará, entretanto tal projeto não se concretiza devido a fatores como:


A

a ocupação francesa em Portugal, a qual inviabilizou os recursos humanos necessários para a implantação de manufaturas no Brasil, visto que boa parte dos comerciantes, da região de Lisboa, estavam impedidos de virem ao Brasil por Napoleão, que estendeu as determinações do Bloqueio econômico até a colônia brasileira.


B

a presença de comerciantes ingleses, que se encontravam estabelecidos no Rio de Janeiro controlando o comércio, antes mesmo da chegada da família real ao Brasil, que, a partir da Abertura dos Portos às Nações amigas, em 1808, apenas formalizou algo que já há muito ocorria na prática.


C

o Reino Unido ter uma imensa vantagem comercial no Brasil, pois pagava taxas menores até mesmo do que as cobradas sobre as mercadorias portuguesas garantindo, dessa forma, a primazia de seus produtos, pois a maioria dos produtos importados para o Brasil no século XIX era de origem inglesa.


D

o reacionarismo da aristocracia rural que desestimulava toda e qualquer ação em prol do desenvolvimento industrial no Brasil garantindo, dessa forma, sua primazia nas atividades econômicas da Colônia, argumentando, como justificativa, que o destino do Brasil era ser o celeiro da metrópole portuguesa e da Europa.


E

a dominação napoleônica sobre toda a Europa, a qual inviabilizou a criação de mercados que estimulassem a produção industrial no Brasil e, consequentemente, reforçou a ideia enraizada, pela aristocracia rural, de que a colônia brasileira só poderia crescer economicamente enquanto celeiro do continente europeu.