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A crise do século XIV europeu, atravessada por pandemias, fome, revoltas camponesas e guerras prolongadas, tem sido objeto de análise de autores como Guy Bois, Georges Duby e Rodney Hilton. À luz da historiografia materialista e das abordagens demográficas e econômicas, qual proposição melhor expressa os efeitos estruturais da crise sobre a transição do feudalismo?
A crise demográfica provocada pela fome e pela peste gerou uma superoferta de mão de obra, intensificando a exploração feudal e aprofundando os laços de servidão no campo europeu.
A peste negra, embora devastadora, não alterou significativamente os padrões produtivos medievais, preservando os vínculos de dependência e a hegemonia da nobreza feudal.
O recrudescimento da dominação senhorial durante o século XIV assegurou a estabilidade da ordem feudal, mediante o fortalecimento da autoridade aristocrática sobre os servos e vilões.
A combinação entre colapso demográfico e conflitos senhoriais produziu rupturas nos sistemas de servidão, abrindo espaço para formas mais flexíveis de trabalho e reorganização socioeconômica.
A Guerra dos Cem Anos representou uma reafirmação do modelo cavaleiresco feudal, consolidando a coesão política entre reinos e ducados em torno da nobreza guerreira.