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A Guerra do Paraguai implicou um dos mais profundos rearranjos institucionais do Império brasileiro, redefinindo a arquitetura militar, o pacto político e os sentidos de cidadania. Ao ultrapassar as leituras tradicionais de viés nacionalista ou economicista, a historiografia crítica tem enfatizado os impactos internos do conflito na consolidação do poder monárquico. Com base nas contribuições de Francisco Doratioto, Ricardo Salles, Lilia Schwarcz e José Murilo de Carvalho, qual alternativa melhor explicita o desdobramento estrutural da guerra para a conformação do Estado imperial?
O esforço bélico gerou um processo de militarização do aparato estatal, promovendo a valorização do Exército enquanto mediador político e sua inserção no campo das reformas pós-conflito.
O prolongamento do conflito provocou tensões entre o poder central e os comandos regionais, incentivando iniciativas descentralizadoras e a emergência de vocações republicanas periféricas.
A ampliação do recrutamento compulsório acentuou os vínculos entre as classes populares e o Estado, legitimando, de forma perene, demandas redistributivas de base corporativa e assistencial.
A guerra contribuiu para a erosão do protagonismo das elites agrárias escravistas, deslocando o eixo do poder político para segmentos urbanos ligados à tecnocracia e à burocracia estatal.
A participação militar dos libertos transformou o debate sobre cidadania no pós-guerra, culminando na incorporação sistemática de excombatentes ao funcionalismo imperial em moldes meritocráticos.