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“Por isso mesmo, o ‘coronelismo’ é sobretudo um compromisso, uma troca de proveitos entre o poder público, progressivamente fortalecido, e a decadente influência social dos chefes locais, notadamente dos senhores de terras. Não é possível, pois, compreender o fenômeno sem referência à nossa estrutura agrária, que fornece a base de sustentação das manifestações de poder privado ainda tão visíveis no interior do Brasil.”
(LEAL, Vitor Nunes. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Cia das Letras, 2012, p. 23.)
Como características e práticas do fenômeno do Coronelismo, que predominou durante a República Oligárquica no Brasil, pode-se destacar:
a troca de favores entre a população sertaneja, miserável, excluída de seus direitos e os comandantes do Exército brasileiro
o elevado grau de consciência política da população sertaneja, mesmo vivendo em condições de completa pobreza e miséria
a centralização política e administrativa que marcou toda a Primeira República, governada pelos grandes proprietários de terras
uma série de práticas de controle político e social, como o voto de cabresto, o curral eleitoral e as inúmeras fraudes eleitorais