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Leia os trechos a seguir.
“Sinto-me feliz de poder principiar, afirmando-vos que Bento Gonçalves, Bento Manuel, Canabarro e Netto nunca foram separatistas de coração. Não tiveram também ideias republicanas arraigadas. Isto em nada os diminui; porque os nossos maiores não devem ser venerados pelo simples fato de terem sido republicanos ou monarquistas, e sim porque souberam ser uma ou outra coisa, sendo, sempre, acima de tudo, Brasileiros.”
Fonte: Souza Docca. RIHGB, t. 90, vol. 144, 1921, p. 825.
“O azinhavre do separatismo tentou manchar esse gesto de acrisolado civismo gaúcho, taxando-o de artifício, mas não o conseguiu, porque o sentimento de brasilidade dos rio-grandenses do sul, na constelação política de nossa Pátria, paira, como aquele cântico da musa inspirada de Guerra Junqueiro: “Tão límpido, tão alto, que parece que é a estrela do céu que está cantando”.
Fonte: Souza Docca. RIHGB, vol. 166, 1932, p. 731-732.
Com base na leitura dos trechos, é correto afirmar que a construção da memória histórica farroupilha
buscou deslegitimar os líderes do movimento, alegando que suas ações não se pautaram por sentimentos nacionais, mas por interesses pessoais.
reinterpretou o movimento como um exemplo de traição ao Brasil, devido ao seu caráter separatista e à sua visão restrita e regionalista.
focou em retratar os participantes como heróis de um movimento popular, supostamente liderado por escravos e trabalhadores urbanos, representando a identidade do Brasil.
exaltou o movimento como uma expressão caudilhista fundamental da origem do republicanismo brasileiro e como raiz da história nacional.
valorizou a figura dos líderes, não por sua adesão a projetos políticos, mas por serem brasileiros, com um forte sentimento de brasilidade.