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No final do século XVIII e ao longo do XIX, as queimadas e os desmatamentos praticados por agricultores foram debatidos pelas elites políticas e científicas ao redor do mundo, compondo a primeira crítica ambiental da história moderna. De acordo com esse debate, que tomou corpo nas colônias europeias em ilhas ao redor do mundo, na Índia e em diversas partes das Américas e do Caribe, se nada fosse feito para modernizar as práticas agrícolas, as terras perderiam suas reservas de madeira e seriam afligidas pela erosão, pela perda de solo fértil e pelo dessecamento, o que poderia transformá-las em desertos.
André S. Bailão Adaptado de Histórias do fogo e das transformações de paisagens no Brasil Central para naturalistas estrangeiros no século XIX. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 36, no 80, set.-dez. 2023.
No texto, mencionam-se práticas de agricultura registradas por naturalistas estrangeiros.
No Brasil, no século XIX, tais práticas visavam a promover nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, respectivamente, as seguintes atividades econômicas:
prospecção mineral e plantio de soja
exportação cafeeira e criação de gado
expansão industrial e extração de borracha
produção canavieira e refinamento de açúcar