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“Consumada a independência politica e tornando-se essa sabida pelo conjunto das províncias em fins de 1822, restou aos autonomistas pernambucanos se conformarem com o chamado ‘projeto do Rio de Janeiro’.” Silva, Luiz Geraldo Santos da. O avesso da independência: Pernambuco (1817-24). In Malerba, J. (org.) A independência brasileira – novas dimensões. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. O projeto instalado após o processo de independência do Brasil pode ser caracterizado como:
Com inspiração maçônica, defendia maior autonomia para as províncias, a abolição da escravatura e um equilíbrio entre os poderes executivo e legislativo;
Tinha um perfil liberal-conservador, com acentuada centralização do poder executivo e a monarquia constitucionalista;
Defendia um equilíbrio entre os poderes executivo, legislativo e judiciário; que passaria a ser realizada pela convocação de uma Assembleia Constituinte;
Defendia o liberalismo democrático, a soberania estaria nas mãos do povo;
O governante deveria realizar um governo de transição para o regime republicano; a soberania estaria no poder legislativo; defendia a abolição da escravidão.