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Leia o texto para responder às questões de números 14 a 18.
Geovani Martins: como a favela me fez escritor
Nasci em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, em 1991. Em 2004, aos 13 anos de idade, mudei com minha mãe e meus irmãos para o Vidigal, na Zona Sul da cidade. Destaco esses lugares e essas datas para dizer que O sol na cabeça, meu primeiro livro, publicado em março de 2018, teve início com o choque provocado por essa mudança.
Era tudo diferente: o jeito de falar, de brincar na rua, as regras no futebol, a música, o ritmo das pessoas, até o sol parecia queimar de outra forma. Eu ficava no meio, tentando me adaptar. Depois dessa primeira mudança encarei mais umas tantas; até o ano de 2015 já havia me mudado 17 vezes. A partir desse trânsito constante entre tantas casas, becos, ruas e praças, parti para o livro com a ideia de que a periferia precisa ser tratada sempre como algo em movimento.
A favela hoje é centro, produz cultura e movimenta a economia. O favelado cria e consome como qualquer outra pessoa do planeta. E quando digo consome, não me refiro apenas a Nike, Adidas, Samsung, Microsoft. Falo também da cultura pop que faz a cabeça dos jovens do mundo todo, como os filmes e as séries de sucesso mundial. A cultura erudita, como Shakespeare e Machado de Assis, também encontra seus públicos por becos e vielas. (D) negação.
(Geovani Martins. https://epoca.globo.com. 06.03.2018. Adaptado)
Uma expressão empregada com sentido figurado está destacada em negrito na alternativa:
... os filmes e as séries de sucesso mundial. (3º parágrafo)
... cultura pop que faz a cabeça dos jovens... (3º parágrafo)
... encontra seus públicos por becos e vielas. (3º parágrafo)
Destaco esses lugares... (1º parágrafo)
... meu primeiro livro, publicado em março de 2018... (1º parágrafo)